SEPARAR O TRIGO DO JOIO

José Borges

2017-12-14

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Meus caros amigos e leitores deste semanário, que na defesa de uma informação plural, isenta e independente, tive a honra de fundar na companhia de outros companheiros, com o firme propósito de prestar um serviço à comunidade em que se insere. Na antecâmara de mais um Natal, época por excelência dedicada à concórdia, solidariedade e profundas reflexões quantas vezes desprovidas de sentimento, proponho-me neste espaço (sem qualquer ponta de ineditismo) refletir com todos vós, acerca dos casos e do caos, que deles derivam e que de forma drástica mancham o futebol, esse fenómeno transcontinental, que tem o condão de agregar à sua volta credos e paixões, que qual religião, esmaga e aliena as consciências dos mais incautos.
Não fora a sua imprevisibilidade, beleza estética e o poder de prender a si e às suas bandeiras adeptos contaminados por uma clubite, quantas vezes doentia e capaz de impedir o discernimento de uns tantos, e já a modalidade teria sofrido um enorme rombo na sua capacidade e poder de penetração nas massas que o sustentam, tantos são os crimes, que dirigentes desprovidos, sem qualquer sentimento ético e na ânsia de a todo o custo conquistar algo, alimentam polvos tentaculares, atropelando toda e qualquer verdade desportiva das competições. 
Condenem-se e marginalizem-se todos aqueles que direta ou indiretamente ligados a “grandes” Clubes e como tal deveriam ser exemplo nos seus atos e nas suas ações, até porque é neles, que os jovens deste país lamentavelmente macrocéfalo, concentram todas as suas atenções. 
Para que não se coloquem todos no mesmo saco, há que separar o trigo do joio e fazer menção aos homens e mulheres que genericamente e de forma especial na nossa comunidade, vão dando meritórios contributos, na direção e gestão das nossas Coletividades, Associações e Clubes, garantindo a confirmação destes como autêntico braço armado ao serviço do desenvolvimento desportivo e sociocultural do Concelho.
Vem a propósito fazer referência à Assembleia Geral do FC de Vizela, que esta semana, pelo menos assim se espera, vai reconduzir Eduardo Guimarães como Presidente do Clube.

Boa sorte Sr Presidente.

Separar o trigo do joio

José Borges

2021-07-15

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A motivação do subscritor da mensagem ou opinião, que ocupa o precioso espaço desta coluna, deve ser alimentada do propósito de contribuir para a reflexão de temas ou causas comuns, que direta ou indiretamente têm impacto na forma e no modo como nos reconhecem enquanto cidadãos. Num Estado de direito, a que felizmente damos corpo, a todos nós e sem exceções, deve ser garantida a justiça e o respeito pelos direitos fundamentais. É profusa e amplamente divulgada a tese, que o sistema judicial é essencial à garantia da preservação de um Estado, que se rege por princípios democráticos e de direitos à cidadania. A simbologia da justiça, representa-se na espada, sinonimo de força, prudência, ordem, regra e aquilo qua a consciência e a razão ditam. A balança, simboliza a equidade, o equilíbrio, a ponderação e a justeza das decisões perante a lei. A Deusa de olhos vendados, significa a necessidade de nivelar o tratamento de todos por igual, sem distinção e de forma objetiva e imparcial. Não me será difícil interpretar, que todos concordarão com os princípios e pugnarão pela sua aplicabilidade. Contudo, no processo, que envolve o Clube das águias, que supostamente garantia a sua sustentabilidade na sombra do rei dos galináceos, a justiça surge de espada em riste para desmistificar a tese cristalizada, que seria difícil, chamar a si, um presidente de Clube da grandeza do Benfica. Fê-lo com aparato, sob os holofotes duma comunicação social, também ela sedenta de protagonismo, ávida de se mostrar concorrencial, ignorando os princípios, que defendem a descrição e a privacidade do cidadão. Perante o Meritíssimo, que em dose repetida teve o mérito de ferir de morte o tal princípio da simbologia ao impor uma pena de caução pesada, materializada em dinheiro, sabe-se lá oriundo da prática do suposto crime, e não seria aplicável ao mais comum dos mortais, “ajoelharam” protagonistas de alegados crimes, perpetrados no âmbito de esfera do futebol, pois é essa a componente, que aqui quero trazer à ilação. Surpreendido? Claro que não fiquei. A esta dimensão, é conhecida a relação promiscua entre os presidentes dos grandes Clubes e os detentores do poder de Estado, que de forma despudorada, se colam e exibem, na tentativa de ver acrescida a sua popularidade. Também aqui, como em tudo na vida, será necessário separar o trigo do joio e enaltecer a postura de dirigentes, que são capazes de olhar para além de si mesmos e defendem com rigor a integridade das suas instituições e a visão estratégica de políticos, que promovem políticas claras e transparentes de apoio a Clubes, que gravitam na sua área de poder e os entendem como fundamentais no papel, que visa o desenvolvimento e o bem-estar da sua comunidade. 
Felizmente existem e moram bem perto de nós. Bem hajam!!