Rotary – Olhar para o Mundo sem deixar de ver Vizela e sua Comunidade

Belmiro Martins

2020-08-06

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Quem acompanhou o Rotary Clube de Vizela, desde a sua fundação – que ocorreu em Fevereiro de 1992 - apercebeu-se desde cedo desta dualidade que, afinal, não era mais que uma unidade de acção e de procedimentos emanados do ROTARY INTERNACIONAL. De facto, somos um clube local, nascido pela vontade do saudoso Augusto Leite de Faria – Vizelense de coração e com raízes bem perto de nós e que era, ao tempo, o Governador do nosso Distrito Rotário. Soube este Governador de Distrito obter o concurso do Rotary Clube de Santo Tirso para que este iniciasse os passos práticos e formais para a fundação deste nosso clube de Vizela. Era, então, Presidente do Clube de Santo Tirso o companheiro Pinheiro Guimarães que não regateou esforços para que, ainda no mesmo ano rotário, o nosso clube fosse admitido em Rotary Internacional. Tal veio a acontecer após um período intenso de formação, para o que muito contribuiu a vontade sempre amiga de uma equipa de companheiros do Clube de Santo Tirso liderada pelo saudoso Companheiro Faria de Abreu. O nosso clube foi admitido em Rotary Internacional aos 29 de Abril de 1992, com o número 28729. A entrega da Carta Constitucional foi feita em reunião festiva em Junho de 1992 com a presença de um extraordinário número de outros clubes rotários que muito nos honraram fazendo-se representar, potenciando a dignidade da cerimónia. Foi primeiro Presidente do nosso clube o também saudoso companheiro Domingos Pinheiro como que a atestar o lado local do nosso Clube. Após um tempo dedicado ao estudo de algumas necessidades de Vizela e sua região o nosso clube levou a efeito algumas acções que se enquadravam no espírito rotário. Refiro, sem qualquer intenção de sistematização algumas das nossas actividades orientadas para as necessidades locais: Casa da Amizade dinamizada pela D. Margarida Magalhães, esposa do nosso companheiro José Magalhães; Peditório para a Fundação Portuguesa de Cardiologia – também teve o dedo da D. Margarida Magalhães – e que rendeu um pouco mais de 590.000 escudos, uma verba ao tempo considerada muito interessante. No ano seguinte (?) o donativo atingiu o montante de 1.062.000 escudos. Pelo Natal de 1994 e também em anos seguintes, fizemos uma distribuição de Cabazes, no seguimento de uma Campanha de Solidariedade Vizelense que pudemos levar a efeito. Muito trabalhou nesta acção o nosso companheiro Carlos Teixeira. Criámos o banco de camas e de cadeira articuladas, com a colaboração de várias entidades; Promovemos a iniciativa de premiar anualmente os melhores alunos das nossas escolas; Ajudamos a consolidar a belíssima iniciativa que foi a AIREV; A Fundação Rotária e alguns companheiros a título pessoal patrocinaram a atribuição de bolsas de estudo a alunos universitários; Homenageámos personalidades da nossa Terra em cerimónias cheias de significado e de merecido brilho; Criámos os cursos de alfabetização e a Universidade Sénior que se tornaram uma referência no mundo rotário do Distrito e que agregou alunos e professores numa amizade muito digna. Organizamos, sempre com entrada livre para a comunidade local, uma infinidade de palestras visando temas tão variados como a saúde, a profissão, ou a cultura. E no que a nível internacional interessa salientar: Recebemos uma equipa de quatro profissionais e executivos dos Estados Unidos da América, como parte de um Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) da Fundação Rotária Internacional, a quem foi oferecido um vasto programa de actividades e que ficaram alojados em casa de alguns companheiros criando duradouros laços de amizade; Organizámos com a valiosa ajuda e iniciativa do, então, nosso companheiro Francisco Ribeiro vários Campos de Férias que deram a várias dezenas de rapazes e raparigas de uma dúzia de países diferentes a oportunidade de se divertirem e de conheceram melhor Portugal e a nossa região. Ficaram alojados em casa de alguns companheiros do nosso clube e foram sempre acompanhados pelos elementos do Rotaract Clube; Estabelecemos um protocolo de geminação com o Rotary Clube de Henares – Espanha - que nos deu a oportunidade de ajudar um orfanato na Tunísia e, por sua vez, o Rotary Clube de Henares ajudou a AIREV; E, também, colaborámos activamente e continuamos a colaborar para a erradicação da Polio que foi – e ainda é – um problema de saúde internacional e que está na mão de todos nós não só rotários como de toda a gente. Por fim: Costumamos dizer, no acto da sua admissão que o novo rotário já o era, antes de o ser, com o significado de que ele pelo exemplo da sua vida já partilhava os ideais rotários. Tal é verdade mas, esse novo rotário, vai sentir um prazer diferente que é o de semana a semana reencontrar companheiros que, juntos com ele construirão um novo Rotary. Sim, que o Mundo precisa do Rotary.