Pontapé de saída para as Autárquicas

Fátima Anjos

2021-02-18

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Será inevitável esta semana não abordar os dois temas que fazem manchete no nosso RVJornal.
O primeiro diz respeito a um processo de negociações que decorre entre o Partido Socialista e o Movimento Vizela Sempre e que deverá culminar na indicação de Victor Hugo Salgado, como independente, para número 1 da lista socialista à Câmara Municipal de Vizela nas Eleições Autárquicas a ter lugar entre os meses de setembro e outubro de 2021. Independentemente da evolução da pandemia, que deverá recuar à medida que avançar a vacinação, PS e PCP não deverão ir na onda do PSD e adiar as eleições para depois do debate do Orçamento de Estado de 2022.
Só aos mais desatentos é que a notícia relativa a este processo de negociações poderia surpreender, uma vez que, ao longo dos tempos, foram sendo dado sinais de que tal poderia vir a acontecer, só faltava mesmo saber quando é que este se tornaria público.
Um novo cenário político começa a desenhar-se, parecendo-me que a coligação PSD-CDS/PP, que mantém por esta altura uma coligação pós-eleitoral com o Movimento Vizela Sempre, possa sair fragilizada deste processo. Fragilizada também poderá estar a liderança de Dora Gaspar à frente do PS Vizela, mandatada para a presidência da Comissão Política até ao início de 2022. A reunião de segunda-feira poderá ser esclarecedora.
O que se impõe neste momento é que as tomadas de posição sejam precisamente isso, esclarecedoras, e anunciadas aos eleitores com clareza. O direito à informação é um direito fundamental, por isso, a redação do RVJornal, sempre disponível para editar e publicar notas de imprensa e demais comunicados, não pode compreender o facto da dirigente máxima de uma estrutura partidária ignorar consecutivamente os contactos da nossa equipa de jornalistas, isto porque, respeitar a imprensa local é também respeitar a democracia. Podemos não ter o alcance de um diário nacional, mas somos nós que falamos semanalmente ou diariamente, através dos nossos meios rádio e web – para os vizelenses. Não é uma crítica, é tão e só um alerta para a importância de alteração de comportamento.
Entretanto, percebemos que está dado o pontapé de saída para a campanha das próximas Autárquicas que esperamos que venha a transformar-se, mais do que discussão de lugares, num debate de ideias entre pessoas que possam pensar diferente mas que tenham em comum o objetivo de uma Vizela sempre melhor.
Sobre o Castelo da Ponte, cujo futuro vejo ser debatido desde sempre, dizer apenas que o importante é que não o deixemos cair aos nossos pés. Se vier a servir a comunidade com um projeto de índole cultural, suportado por fundos comunitários, melhor. Mas se isso não acontecer há que avaliar todas as possibilidades. Como está, é que não serve ninguém? Quando passo em frente com o meu filho de quatro anos, ele costuma apontar e dizer: “olha o castelo das bruxas”. Não deve ser porque o acha muito bonito. E já nos bastou o susto do incêndio. Esperamos que se possa começar a desenhar uma nova vida para um Castelo que deverá enobrecer Vizela.