Informação quanto vales

José Borges

2020-07-02

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Em pleno verão, com tempo e disponibilidade para desfrutar do belo, que a mãe natureza, generosamente nos proporciona, cá estou eu, de espirito aberto, de regresso ao convívio com os leitores, que estejam disponíveis a dedicar algum do seu tempo à leitura desta coluna. Faço-o, consciente da importância da informação, e do peso da mensagem na construção duma sociedade, que agora se apresenta como a sociedade da informação e do conhecimento. Proliferam as redes sediadas nesse fenómeno, denominado de internet, que revolucionou a forma e o modo de aceder à informação. O dr Google, transformou-se no professor mestre, universalmente mais solicitado, facultando informação, que na minha modesta opinião, nem sempre se converte em conhecimento. Contudo, nos tempos que vivemos, reconheço a importância vital das novas tecnologias, e o quão importante se tornaram para tornar a nossa casa comum mais próxima, justa e desenvolvida. Perdoem-me a minha eventual falta de modéstia, mas afirmo com convicção, que sou filho e descendente duma geração impar e privilegiada, pois tive a oportunidade de conhecer na sua plenitude o Portugal do obscurantismo, da repressão, da guerra e de todo o tipo de constrangimentos, e agora, participar e ser membro ativo duma sociedade aberta, desprovida de preconceitos e acima de tudo LIVRE e democrática. Com o sentimento alimentado pelo conhecimento e experiências do passado, a afirmação plena e convicta, de que este é o caminho, que coletivamente temos que defender, denunciando todas as teses populistas, a que recorrem aqueles, que tentam ludibriar os incautos e os menos informados. Enquanto cidadãos atentos, temos que coletivamente contribuir com nível de exigência máxima, para que os nossos representantes nas instituições do poder, dos mais diversos poderes, cumpram a sua tarefa, com sentido ético e elevado espirito de missão. Será inútil, até porque estamos atentos, e disponíveis para denunciar aqueles, que com truques de puro ilusionismo, tentam iludir o Zé pagode. O alinhamento dos onze magníficos a anunciar a fase final da Champions na capital do reino, roçou as margens do mau gosto, se não mesmo da indecência. Ficou expresso, que afinal, o futebol e os milagres, (que pelos vistos já não o são), continuam a ser o fado com que nos tentam embalar / adormecer. Só que agora, nós somos livres e estamos informados. Na nossa praça, é notória e ressalta dos diálogos com os adeptos do futebol local, a saudade, que todos sentem da bola a saltar nos nossos recintos desportivos. Espaços estes, que se valorizam a bom ritmo, na sequência das políticas de investimento do nosso Município. Valerá a pena reproduzir o pensamento de Homogenes Constantino “Quanto mais se constrói campos para a prática desportiva, menos necessidade se tem de construir hospitais”. Aproxima-se a data de regresso do FC de Vizela aos trabalhos preparatórios da próxima época. Meados de Julho os treinos, e já em agosto a competição, a abrir com uma eliminatória da Taça da Liga. Até lá, assistiremos certamente a obras de vulto no Estádio, para que sejam satisfeitas as pretensões da Liga. Estejamos todos, à altura das nossas responsabilidades!