Editorial RVJornal de 10 de setembro

Fátima Anjos

2020-09-10

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Esta quarta-feira, Portugal registou o maior número de novos casos diários


Foram notificadas 657 novas infeções por Covid-19. Em relação ao dia anterior, terça-feira, o número de novos casos mais do que duplicou. Vizela registou um aumento de 15 novos casos nos últimos dias e Guimarães, aqui ao lado, foi um dos três concelhos do país, onde o número de novos casos mais cresceu na última semana, mais de uma centena. Não podemos entrar em pânico, é verdade, nem sermos engolidos pelo medo. Mas também não é caso para brincadeiras. O efetivo regresso em massa às escolas ainda não aconteceu e os números já são aqueles que temos vindo a tomar conhecimento. Não é que não estivéssemos à espera depois do que pudemos assistir nas últimas semanas em vários países da Europa. Só esperaria o contrário quem vive naquele “país milagre” bem diferente do “país real”. Por isso, concentração máxima. A batalha pode ainda não estar perto do fim, mas não temos outra alternativa senão vencê-la. E vencê-la significa também que possamos ir recuperando a parte das nossas vidas que se perdeu nesta encruzilhada pandémica, com a adoção de todos os cuidados necessários. Recuperar também a atividade associativa, cultural e desportiva. Porque não podemos alimentar apenas o corpo, há-que alimentar também a alma. Neste sentido destacar a coragem da equipa da AIREV na organização de uma nova edição do Grande Prémio da instituição, toda ela completamente adaptada a uma nova realidade. “Não podemos juntar-nos na Praça, não podemos pintar as ruas numa só cor, mas podemos vestir as camisolas da AIREV” este é o mote que é lançado pela instituição. O objetivo é que neste dia de Grande Prémio, 27 de setembro, a comunidade possa voltar a estar unida em torno de uma causa – a defesa de melhores condições de vida das pessoas portadoras de deficiência. Não vamos estar na rua mas devemos assinalar este dia, vestindo a camisola da AIREV, que se encontra num Kit, que poderá ser adquirido por um valor simbólico de 5 euros. Receita que reverterá na íntegra para a associação e que, embora os tempos sejam de dificuldade, não deita a toalha ao chão e continua a lutar para conseguir reunir as condições necessárias para arrancar com a construção de uma Nova Casa, que permitirá acolher novos utentes. Não, não vai ficar tudo bem depois da Covid-19. Mas há que tentar que os estragos sejam os menores possíveis. Por isso, foco no combate, muita resiliência (porque vai ser preciso) e muita imaginação para nos reinventarmos e mantermos a saúde mental e a carteira equilibrada.