Editorial 18 de junho de 2020

Fátima Anjos

2020-06-18

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233 utentes infetados com Covid-19 das Unidades de Saúde Familiar Novos Rumos e Physis já foram dados como recuperados. É uma boa notícia, daquelas que o RVJornal gosta de dar, alertando apenas para o facto do Centro de Saúde de Vizela não prestar atendimento apenas a utentes do concelho de Vizela, ou seja, este é um número que abrange também os cidadãos que mesmo integrando outros concelhos estão inscritos nestas duas USF. Mesmo assim, é uma boa notícia, até porque a avaliarmos a evolução da pandemia em Vizela, podemos verificar que se registou, entre os dias 04 e 17 de junho, apenas um novo caso de infeção por Covid-19 no concelho (totalizando os 171). Claro está que também ainda não é momento de desarmarmos e pensarmos num regresso pleno à normalidade, até porque ainda não há vacina, provavelmente apenas um medicamento com capacidade de reduzir a letalidade entre os doentes em estado mais grave. Também já percebemos que, a qualquer momento, podemos ter de enfrentar um novo foco de infeção e o consequente cumprimento de novas medidas de confinamento, talvez, mais restritas do ponto de vista territorial. Tal e qual acontece, por esta altura, em Pequim, na China. Não acredito que voltemos a um Estado de Emergência. A economia não aguenta. Por isso, há que cada um de nós continuar a fazer a sua parte. Proteção, acima de tudo. Entretanto, Vizela tenta virar a página de um dos episódios mais tristes da sua história. O Castelo ardeu, apura-se a segurança do edifício e estará em desenvolvimento o processo que permitirá novo concurso tendo em vista a sua venda em hasta pública. Agora que ardeu muitos foram aqueles que acordaram para o significado do Castelo. Não há dúvidas de que este será um dos dossiers mais fraturantes da campanha das próximas Eleições Autárquicas, tal como serão as Termas de Vizela se não reabrirem nas próximas semanas, apesar de que tudo indica que tal vai acontecer dentro em breve, e recuperarem da inatividade dos últimos meses, motivada numa primeira instância pela necessidade de realização de obras e depois pela propagação da Covid-19, que obrigou ao encerramento de todos os estabelecimentos termais do país. Mais do que nunca, com os portugueses a privilegiarem o seu país para férias e a fugirem do litoral para evitar aglomerados, Vizela tem aqui uma oportunidade para se impor como oferta turística e, a julgar pela reportagem que esta semana publicamos no RVJornal, o nosso território está bem apetrechado para receber quem nos visita, pelo menos, para começar a fazê-lo.