DIREITO DE RESPOSTA: “O Zandinga está de volta”

João Ilídio Costa

2020-07-02

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Sob este título, publicou o RVJornal de 25 de junho um artigo de opinião assinado pelo senhor Luís Almeida, que não passa dum chorrilho de mentiras e meias verdades (e uma meia verdade é sempre mentira), que afetam a minha honra e dignidade. Diz o “pau mandado” do senhor Luís de Almeida que pretendi usar o lugar de Presidente da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela para projetos e promoção pessoais, dizendo que eu disse “que saía dos Bombeiros para me candidatar à Câmara, mas se perdesse as eleições voltava para os Bombeiros, perdeu as eleições e não voltou”, diz que eu disse “que era contra a política dentro do quartel dos Bombeiros, entretanto é apresentado pelo PS à Câmara e permaneceu nos Bombeiros até ao aniversário”, acrescentando mais adiante “para ser ele a inaugurar a Parada e o novo Museu, assim como ser homenageado”. Diz ainda que eu disse “que Dinis Costa não tem condições para ganhar a Câmara …” e que “enquanto foi Vereador não recusou o dinheiro das senhas de presença …” e mais não acrescento porque aos olhos dos vizelenses fica claro o que este senhor, e quem está por detrás dele, pretende atingir, sendo que, quero desde já deixar claro, aos paus mandados não se devem imputar responsabilidades morais, porque não passam de ventríloquos, apenas se deve pedir a sua inimputabilidade e deixar para os autores reais a responsabilidade pelo crime de hipocrisia, manipulação da opinião pública e falta de caráter, o pior da sociedade hodierna. Passemos aos factos: Leu mal o escriba ou os autores o RVJornal de 21 de fevereiro de 2013, sobre as declarações de candidaturas do senhor Dinis Costa e do senhor Francisco Ferreira; leu mal o escriba ou os autores o RVJornal de 11 de maio de 2017, sobre o anúncio da minha candidatura feito pelo PS; leu mal o escriba ou os autores, e aqui descontextualizando as minhas primeiras declarações públicas, feitas em Conferência de Imprensa em 19 de maio de 2017, publicadas no RVJornal de 25 de maio de 2017, em que anunciei a suspensão do mandato na Direção da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela e simultaneamente oficializei a minha candidatura pelo PS à Presidência da Câmara Municipal de Vizela. Lembro, a propósito, que o aniversário dos Bombeiros Voluntários de Vizela ocorreu em 13 e 14 de maio de 2017. Lembro, a propósito, que fui homenageado pela LIGA dos Bombeiros Portugueses com um dos mais altos galardões “Crachá de Ouro da LIGA dos Bombeiros Portugueses” num processo normal que correu muito antes da minha candidatura política (as propostas de homenagem para atribuição destes galardões têm de ser enviadas à LIGA com dois meses de antecedência, no mínimo). Lembro, ainda a propósito, que já em maio de 2018, quando já estava fora dos Bombeiros Voluntários de Vizela, da Vereação da Câmara e da política partidária, recebi o mais alto galardão da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela a “Grã-Cruz Gratidão em Ouro”. Finalmente, também é mentira, manipulação e meia verdade, quando diz ventrilocamente que “saiu dos Bombeiros para ser Candidato à Câmara, mas se perdesse voltava para ao Bombeiros …”, ignorando propositada e maldosamente que em reunião havida com todos os responsáveis dos órgãos sociais da Associação (senhores General Cipriano Alves, Eng.º José Pires e Dr. Miguel Machado), realizada em 5 de outubro de 2017 (pode consultar o relatório da reunião na Associação, se for associado, o que ponho em dúvida, pois nunca apareceu a uma Assembleia Geral), entendi que não devia assumir novamente a presidência da Direção da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela, por vicissitudes que ocorreram durante a campanha eleitoral para a autárquicas, mas principalmente para não beliscar em nada os Bombeiros. Disse António Aleixo com razão “coitado do mentiroso, mente uma vez mente sempre, mesmo que alguma vez fale verdade, todos lhe dizem que mente”: não é o caso deste senhor, pois neste artigo de opinião nunca falou verdade. Mas este artigo assinado pelo senhor Luís de Almeida tem pormenores dignos de um caso de polícia, designadamente no acesso ilegal a dados desagregados do valor das senhas de presença (nominativos), entre outras malfeitorias, porém deixo aqui uma pista para o escriba, que também de forma ilegal deverá pugnar por ter acesso à minha Declaração de IRS, para saber o destino que dei às minhas senhas de presença (todas para a economia social), mas como elogio em causa própria é vitupério, fica comigo e com os destinatários beneficiados tal atitude, já que todas as Associações por onde passei são o melhor testemunho do exercício pleno de cidadania, sempre em regime de voluntariado, sem qualquer remuneração e sempre assumindo pessoalmente todas as despesas, até de tempo laboral perdido, deslocações, estadias e representações efetuadas. Provei tudo o que tinha a provar na vida, como cidadão, como profissional e como responsável familiar. Será que o senhor Luís Almeida, e seus mandantes, pode dizer o mesmo? Por isso, e para terminar, aconselho o escriba e os seus mandantes a lerem Gore Vidal (conhecem? …), vale a pena ler. Escreveu este senhor “que é muito difícil defender uma abordagem igualitária à capacidade intelectual, ou seja, que ninguém consegue argumentar seriamente que qualquer intelecto vale mais que qualquer outro”, porém, neste caso concreto que estou a abordar sobre a forma de direito de reposta, não tenho nenhum pejo em afirmar que “ser burro não é um grande defeito, mas ser burro e teimoso são dois grandes defeitos” que assentam que nem uma luva ao escriba e seus mandantes.