Defender o Castelo e representar os Vizelenses na Assembleia Municipal

Pedro Oliveira

2020-07-02

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Como forma de tentar aproximar os eleitores e os cidadãos de Vizela dos trabalhos realizados na Assembleia Municipal de Vizela transcrevo a intervenção realizada por mim ao Executivo Municipal para conhecimento aos Vizelenses sobre a defesa do património Vizelense por parte do PS conhecido como Castelo na esfera da Câmara Municipal de Vizela. (...) No Castelo devia ser constituído um museu da memória dos Vizelenses. Aquilo que o Executivo deve fazer é pensar no futuro da cidade. E pensar a cidade é também dotá-la de equipamentos culturais e simbólicos capazes de serem uma referência para os que cá vivem e trabalham todos os dias. No entendimento do PS, deveríamos reconstruir o espaço como motor de dinamização cultural, social e económica: capacitar o Castelo para unidades museológicas, para atividades empresariais, para infraestruturas de serviço à comunidade, para organizações recreativas, estudantis, etc. e assim ser um polo dinamizador de cultura e empresarial para usufruto dos Vizelenses e daqueles que nos visitam. Vizela não tem uma sala de espetáculos ou de congressos. Não tem um museu etnográfico, sociológico ou industrial. Não tem um espaço que permita à população produzir, vivenciar e gerar cultura e assim desenvolver a cidade. Voltemos ao projecto inicialmente pensado, desenhado e projectado pelo Drº Francisco Ferreira e se for caso disso, melhoremos o seu desígnio. Esta pode ser a oportunidade perfeita para Vizela criar uma nova centralidade, fazendo com que a população frequentasse esta nova dinâmica territorial. É assim que se faz nas cidades modernas. Ao invés da população se concentrar apenas e só numa determinada zona, abrir novos espaços para a comunidade e projectar a cidade, tornando-a mais moderna, mais apelativa e cosmopolita: isto é ser futuro! Necessitamos de dar o salto, de avançar como sociedade, de projectar o futuro da cidade e com isso pensar muito bem naquilo que queremos deixar às nossas crianças. E sobre esta matéria deveria-se alargar o debate a todos os quadrantes da sociedade civil em Vizela de modo a aprofundar o tema sob pena deste processo de alienação do Património ficar para sempre conotado com estes partidos que compõem esta maioria, impedindo planos estratégicos de desenvolvimento cultural, social e económico para a cidade. Por isso, é preciso criar um espírito democrático e de abertura, porque até agora nada disso foi feito. Não tenham medo de o fazer. Os Vizelenses que permitiram a esta maioria poder governar, certamente querem ouvi-los e sobretudo serem ouvidos. Ponham a Democracia a funcionar. Isto também é uma nova forma de fazer cidade: a cidade que ouve e que procura caminhos, que procura alternativas, que estabelece pontes e que encontra terrenos comuns. Dêem a voz às pessoas. Dêem a voz a quem votou em vós; em quem votou em nós; e voz àqueles que eventualmente decidiram até não ir votar. É assim, com níveis altos de participação por parte da população, que se aprofunda a democracia. É assim que privilegiamos o lugar que ocupamos e damos voz às pessoas. E dar voz às pessoas é dar alma a Vizela. Os senhores deputados municipais, que se comprometeram publicamente a defender o interesse público, não devem estar contra o interesse da maioria dos Vizelenses. A política deve ser uma coisa séria e, como tal, acredito que ainda vamos a tempo de todos nos podermos sentar à mesa e falar sobre esta matéria. Reunirmo-nos em prol do futuro da cidade. Não traiam a vontade dos Vizelenses. Sou de uma geração que acredita na cidadania. E que valoriza o futuro. E o Castelo pode muito bem ser o equipamento potenciador de uma nova cultura para a cidade, onde as pessoas sejam parte integradora de uma nova vida. Façam um favor às gerações atuais e futuras de Vizela e pensem muito bem. Exerçam cidadania nesta Assembleia Municipal. Apelo por isso, mais uma vez, que nos sentamos à mesa e discutamos o assunto de forma séria, sem barreiras ideológicas, políticas ou de de recalcamentos de consciência pessoais. Sejamos capazes de nesta matéria darmos as mãos e defender não só o legado que nos deixaram mas podermos ser capazes de abrir os olhos e almejarmos um futuro melhor para todos.