Dar cor à Vida!

José Borges

2020-09-10

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03-09-2020


Numa tarde, que prova cabalmente o facto de estarmos a viver o verão mais quente dos últimos noventa anos, e que pelos vistos, está para durar e bater recordes preocupantes, debruço-me sobre o teclado, para dar corpo a um dos mais confortantes sentimentos, e que tem a ver com o privilégio, de através deste espaço, ir ao encontro dos meus prezados leitores. Faço-o, sob um estado de alma mesclado de preocupação, alguma revolta, mas com a estrela da esperança iluminada, que nos, enquanto coletivo, regressar à normalidade e usufruir das coisas que nos faz dão cor às nossas vidas. Ao longo dos últimos tempos, muito se tem falado na necessidade de se recuperarem os movimentos do nosso quotidiano, como por exemplo regressar à escola (pacifico), aos palcos da cultura e entre outros, às bancadas dos nossos Clubes, para dar ao futebol nos seus mais diversos quadrantes e às modalidades desportivas, aquilo, que realmente as vitamina e que são a primeira razão da sua existência. O público nas bancadas, significa a presença dos seus associados e patrocinadores, importantes suportes das instituições. Neste período, e concentrando-nos apenas no efeito da pandemia na vida dos nossos Clubes e Associações, facilmente se chegará à conclusão, de que apenas uma intervenção rápida e coerente por parte das entidades competentes, poderá garantir a sua sustentabilidade. É óbvio, que todos estamos interessados em contribuir para o controle da contaminação e disponíveis para cumprir com rigor as normas estabelecidas pelas autoridades do Estado, que visam minimizar os efeitos da pandemia. Para já, o que ressalta da decisão da Direção Geral de Saúde em não anuir à pretensão subscrita pela Liga de Clubes, que visava tornar o jogo entre o Braga e o Valladolid experimental com presença de público, deixou à evidência uma enorme incongruência no tratamento destas questões. Ainda que estas sejam muito voláteis e se baseiem em princípios poucos claros à vista desarmada, estou com a esperança, que o jogo do FC de Vizela com o Desportivo de Chaves de Outubro, permitirá aos associados do FC de Vizela, que honrosamente represento, regressar e marcar presença no seu renovado Estádio, para festejar (dentro das regras) e de forma condicionada, os vários motivos, que justificam essa mesma festa. Ainda agora ouvi em repetição, o tio Jerónimo na festa do seu Avante, pronunciar a frase “Estivemos aqui para resgatar a vontade de viver”. Um exemplo de que cumprindo normas, é possível continuar a viver. Sr Secretário de Estado do Desporto diga lá à tia Graça, que quando o sol nasce é para todos! Os adeptos da bola também são gente inteira e capacitados de órgãos inteligentes, que lhes permite adaptarem-se às novas realidades. Excecionalmente, estarão disponíveis, para que em defesa de altos valores se lhes controle a forma, mas não o direito em participar. Por mim, cidadão de direito, consumidor de futebol e consciente das suas obrigações e avesso a tratamentos diferenciados, apetece-me dizer “Prefiro os perigos da liberdade ao sossego da submissão e servidão”.