2021? Está nas nossas mãos!

Fátima Anjos

2021-01-07

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2021 está aí! Só virou mesmo a página, porque o capítulo continua e não menos desafiante que o anterior num livro com muitas páginas ainda por folhear. Só mesmo com um milagre, como havia já referido anteriormente, é que não veríamos neste início de ano crescer a curva da evolução da pandemia. Aumentados os contactos nos últimos 15 dias, aumentados os números de novos casos e com dados que assustam. 10 mil novos casos num só dia? É um aviso, que nos deve alertar para os dias duros que se seguirão. Não tenho dúvidas de que a incidência da Covid-19 no país voltará a subir, com vários concelhos a voltarem também a subir de nível de risco e a serem sujeitos a medidas mais restritivas. Continua nas nossas mãos o poder de reverter essa situação, adotando todas as medidas preventivas que nos forem sendo possíveis para que não cheguemos a uma situação como a vivida atualmente no Reino Unido, que regressa a um novo e verdadeiro confinamento, encerrando, inclusive, as escolas e voltando a promover o ensino à distância e o teletrabalho. Embora agora com uma luz ao fundo do túnel, a vacina contra a Covid-19, não tenho dúvidas de que não queremos recuar aos meses de março e abril. A economia não aguenta, a nossa saúde mental também estará pelas pontas… Mas também se não fizermos nada para que tal cenário não se transforme numa realidade quem não aguentará será o Sistema Nacional de Saúde. Com um aumento tão exponencial de novos casos é inevitável que não aumentam os doentes a precisar de cuidados médicos mais intensivos. E depois? Depois, não sei… Já se perderam demasiadas vidas pela Covid-19, diretamente e indiretamente… Está nas nossas mãos. Nas nossas mãos estará agora também a eleição para a Presidência da República. Mais do que nunca está evidenciado o papel do Chefe de Estado. Se até agora nos parecia secundarizado, com o aparecimento desta pandemia percebemos o quanto é importante termos a pessoa certa no lugar certo ou melhor dizendo a pessoa mais próxima de certa no lugar que tem de estar. Por isso, talvez mais do que nunca, e para que não se criem mais ilusões, é importante que a 24 de janeiro não façamos parte da percentagem da abstenção. Mas estas não serão as únicas eleições de 2021. Teremos Autárquicas mais próximo do último trimestre do ano e, por isso, adivinha-se que passadas as Presenciais as diferentes forças políticas possam começar a alinhar as suas estratégias e a tornar públicas as suas intenções para o ato eleitoral que definirá quem estará à frente dos destinos da nossa Vizela de 2021 a 2025. Até lá, há muito trabalho pela frente e também espero que haja muita saúde! O resto, a gente batalha e constrói… O castelo não tem de ser o maior de todos, só não pode ser de cartas para ruir perante a menor adversidade. Até para a semana!