Victor Hugo Salgado quer mais Câmaras PS no Distrito

Victor Hugo Salgado apresentou a sua candidatura à Federação Distrital do Partido Socialista (PS). Avança com o lema “Braga, um distrito no seu lugar” e com o objetivo claro de ganhar mais câmaras para o partido, nas eleições autárquicas de 2025.

No decorrer do jantar de apresentação da sua candidatura, Victor Hugo Salgado expressou estarem reunidas as condições para avançar com esta corrida à Federação de Braga, desde logo pela experiência e pelo trabalho realizado na presidência da Câmara Municipal de Vizela: “Há seis anos estou à frente do concelho de Vizela e sinto que cumprimos aquilo que tínhamos de fazer e isso dá-me capacidade de ser candidato à Federação”.

“Sinto uma vontade enorme de continuar aquilo que o Frederico [Castro] fez e criar condições para fazer e consolidar uma verdadeira viragem no distrito de Braga”, disse o candidato, atribuindo ao atual presidente da Distrital a capacidade de criar “estabilidade” na família socialista.

Perante uma sala composta por cerca de 350 socialistas, segundo indicou, Victor Hugo Salgado afirmou que “esta não é uma candidatura contra ninguém”, mas sim “em prol do Distrito de Braga”. A este jantar, Victor Hugo Salhado apresentou o seu currículo, levou o vídeo com as obras realizadas no concelho de Vizela, sob sua liderança, e outro com um excerto das declarações de António Costa, aquando da sua passagem por Vizela, em 2021, na campanha para as autárquicas de então. Dizia na ocasião o ex-secretário-geral do PS: “É com profunda emoção que regressei aqui hoje a Vizela e não encontrei a família que vi dividida, mas vi de novo a família socialista unida em torno do Víctor Hugo Salgado”. E porque apresentou este excerto? O candidato à Distrital justificou: “Há algum tempo ouvi dizer que o Victor Hugo Salgado foi candidato contra o Partido Socialista e que isto o diminuía para ser candidato à Federação Distrital (…). Para aqueles que dizem que eu não tenho legitimidade, acho que está desmistificada em absoluto essa questão”. E aos presentes, atirou ainda a “legitimidade” que os resultados eleitorais lhe conferem, desde logo os 74,04% alcançados no concelho de Vizela pelo PS em 2021.

E sobre os objetivos que tem para a Federação, caso vença o sufrágio, marcado para setembro, em que terá como opositor o vimaranense Luís Soares, Victor Hugo Salgado elencou a conquista de mais Câmara Municipais PS no distrito, em 2025, mas também formar quadros, abrir o PS à sociedade civil e ocupar funções de relevo na governação do país.

Considerou ainda o candidato que a “falta de estratégia, a ausência de diálogo e de capacidade de coordenação da então Distrital” motivaram que o Partido Socialista tenha vindo a perder Municípios e salientou ainda o aumento de independentes a liderar as candidaturas. “Entre 2009 e 2021, o PS, no distrito de Braga, apresentou 15 candidaturas independentes, patrocinadas pelo PS, e o PSD só apresentou três candidaturas independentes, isto quer dizer que, em 2009, o PS tinha nove Câmaras e o PSD cinco, nas eleições de 2013, o PS passa a sete e o PSD sete. Em 2017, o PS quatro e o PSD 9 e, neste momento, o PS tem cinco e o PSD nove. Um resultado que a Federação tem de lutar contra”, afirmou Victor Hugo Salgado.

Na apresentação, feita em Braga, o candidato contou com o apoio de muitos vizelenses. Destacar as presenças ainda do eurodeputado Bruno Gonçalves e do presidente da Concelhia da Braga, Paulo Sousa, que tomaram da palavra nesta apresentação. Alberto Martins, histórico socialista, também esteve ao lado de Victor Hugo Salgado, bem como Ana Abrunhosa, atual deputada e antiga ministra da Coesão Territorial.  “Estou aqui porque gosto muito do Victor Hugo, é um excelente presidente, é um homem que se preocupa com as pessoas, é um homem de família, é um homem que tem sempre uma estratégia, é um homem trabalhador, que faz, que põe a mão na massa e é destas pessoas que nós precisamos. E, como o Frederico, é uma pessoa que serve o partido e não se serve dele; o Frederico e o Victor Hugo são exemplo de políticos do PS que põem as pessoas em primeiro lugar”, disse a antiga ministra.

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