“Vamos entrar num ciclo de alguma preocupação”

Quem o afirmou foi Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela, em direto para a Rádio Vizela, quando no último domingo, dia 14, se aguardava a passagem do Cortejo Vizela dos Tempos Idos na Rua Dr. Bráulio Caldas. O autarca teme uma crise que abale os setores do têxtil e do calçado.

A preocupação chega ao presidente do Município de Vizela através dos contactos que tem mantido com um conjunto de empresários da região e que vão desde responsáveis de micro, passando pelas médias mas também abrangendo as grandes indústrias. 
Quando questionado sobre o que poderá trazer o mês de setembro para a região e, por isso, também pela Vizela, Victor Hugo Salgado respondeu de imediato: “Acho que vem aí um período atípico e difícil do ponto de vista económico, porque houve uma alteração de paradigma no que respeita às despesas correntes das empresas, das famílias e até da Câmara Municipal e, por isso, antevejo que até ao final do ano será um período difícil”. Ao mesmo tempo, o presidente da autarquia considera que o Vale do Ave, tal como aconteceu ao longo das diversas crises da nossa história, será o primeiro a sentir as dificuldades de que fala, referindo-se  especificamente às indústrias do têxtil e do calçado. “Temos de estar atentos para apoiar aqueles que possam vir a precisar, quer através das almofadas sociais que possam existir na Câmara, quer com outras medidas que possam ajudar os empresários. Resumindo, não quero ser negativista, mas acho que será um período que poderá vir com algumas nuances negativas. Devemos ter cuidado e interpretar os sinais que podem chegar.  Temos de nos ajudar e sermos unidos”, defendeu ainda Victor Hugo Salgado,

Presidente da ACIV mais otimista

Confrontado com as preocupações do autarca vizelense, Mário José Oliveira, presidente da Associação Comercial e Industrial de Vizela, disse acreditar que o Vale do Ave e a sua comunidade darão a volta por cima: “No que respeita ao calçado, por aquilo que me vou apercebendo e que vai saindo nos jornais e na televisão, acho que está muito bom. O mesmo não acontece no vestuário mas, mesmo assim, estou convicto que a indústria de Vizela, que não apresenta, na sua maioria, a dimensão de outrora, com 500 ou 600 operários, conseguirá ultrapassar esta crise”.

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