Regresso da feira com espírito de confiança e otimismo

Voltaram as feiras em Vizela três meses depois. Sentimento é comum entre feirantes e consumidores.

Desde janeiro que os feirantes se viram obrigados a recolher artigos e tendas, devido a confinamento imposto pelo Governo, no sentido de controlar a pandemia Covid 19. Se até ali a vida não estava fácil, desde janeiro acabou por se complicar.

Agora, com a reabertura das feiras e mercados reina o sentimento de confiança, mas também de algum otimismo quanto ao futuro. “Não vejo perigo nenhum de contágio, Vizela não tem controlo de entradas, mas também não é necessário. O futuro será muito melhor, porque as pessoas aprendem com os erros”, disse à rádio Vizela António Barroso, de Guimarães, que faz feira em Vizela desde que se conhece, uma vez que pertence a uma família ligada ao ramo.

Luís Gomes vende malas e acessórios. Integra ainda a Associação de Feiras do Norte e conhece bem a realidade do setor. Diz que o melhor que podia ter acontecido foi a reabertura de feiras, apesar de reconhecer que, no seu caso, o negócio está a meio gás. “As pessoas não viajam, não compram mala, não há cerimónias não compram acessórios, mas vamos ver, acho que daqui para a frente vai correr bem”.

Hugo Costa vende interiores e miudezas e é aqui que as vendas melhor correm, uma vez que são peças que se desgastam mais e as pessoas há três meses que viam privadas de renovarem os armários, principalmente das crianças, dos filhos. “Tem corrido bem, estamos em transição de estação e as pessoas compram por necessidade. Vamos trabalhar bem, estou confiante”.

Quem comprava não demonstrava preocupação. Sendo ao ar livre é possível manter a distância e há o cuidado de cumprir as regras de higiene. O recinto da feira em Vizela não tem, nesta altura, entrada controlada, apenas álcool gel em alguns pontos.

 

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