Rádio Vizela: Armindo Faria toma posse sexta-feira

O ato está marcado para as 21h00, nas instalações da estação emissora.

Será esta sexta-feira, dia 30 de dezembro, que Armindo Faria tomará posse para um segundo mandato na liderança do Conselho de Administração da Rádio Vizela. O presidente faz um balanço positivo dos últimos três anos e afirma-se agora melhor preparado para abraçar novos desafios - a conclusão das obras em curso, a aquisição de novos equipamentos e a realização de novos eventos que potenciam a relação de proximidade com a comunidade. Confira a entrevista na íntegra em www.radiovizela.pt.

 

 

RVJornal (RVJ) – O que o motivou a apresentar nova candidatura à Direção da Rádio Vizela?

Armindo Faria (AF) - Em primeiro, porque é um enorme prazer pertencer a esta vasta equipa e, em segundo, porque quero tentar finalizar o desafio a que me propus há cerca de três anos, dando o meu contributo, como cooperador, a esta casa. Com a ajuda dos meus companheiros de Direção, encetamos um processo de profunda reorganização da Cooperativa e que, por uma ou outra razão, não foi possível concluir neste primeiro mandato. Não ficaria bem com a minha consciência se, efetivamente, não conseguisse concretizar aquilo que há três anos me propus. Além disso, há o amor que tenho por esta instituição e a vontade, com a ajuda dos meus colegas, de ajudar e deixar a minha marca.

“A instituição tem que estar profissionalizada ainda que vivendo, em grande parte, do voluntariado de muitos colaboradores e cooperadores”.

RVJ – Já fez o balanço destes três anos que agora terminam?

AF – Vamos fazendo-o no dia-a-dia. No início, achei que três anos seriam muito tempo, mas hoje percebo que passaram num “piscar de olhos”. Foi um “saltinho de pardal”. Se estou satisfeito com o balanço? Estamos todos. Queria aproveitar para agradecer penhoradamente a equipa que me acompanhou nos Órgãos Sociais neste primeiro mandato, nesta aventura, como eu gosto de dizer. Sem a ajuda deles, dos colaboradores, profissionais, clientes, parceiros, ouvintes e leitores, nada teria sido possível. Apresentamos um Plano de Atividades bastante ambicioso e que assentava nos anseios que já vinham de outras Direções, e que passavam pela aquisição de instalações próprias. Ao adquirirmos quatro frações urbanas (que representavam o espaço que a Cooperativa já utilizava no funcionamento das duas valências), com a projeção não formalizada de uma quinta e a possibilidade da aquisição de uma sexta no futuro, pretendemos executar uma profunda reorganização, para que todas as valências desta Cooperativa tenham o seu espaço e o seu equipamento. A instituição tem que estar profissionalizada ainda que vivendo, em grande parte, do voluntariado de muitos colaboradores e cooperadores. Mas esta simbiose tem permitido trazer o barco até aqui e termos feito também aquilo que eu considero extremamente positivo um saneamento económico-financeiro acentuado. Podemos dizer que a Cooperativa não deve um cêntimo a ninguém, correm apenas as despesas correntes. Não vamos dizer que existiam dívidas avultadas, mas houve situações que foi preciso resolver.Depois dizer que, nesta altura, decorrem as obras de requalificação e que espero que, dentro de pouco tempo, possam estar concluídas. Além disso, neste mandato, lançamos o novo site, fizemos uma aposta na multimédia, desenvolvemos uma nova imagem, com o lançamento do novo logótipo que a mim, pessoalmente, me agrada bastante. Entretanto, também admitimos pessoal para desenvolver estas novas valências. Acho, e penso que não estou sozinho nesta conclusão, que o balanço foi extremamente positivo.

RVJ – Neste mandato foi importante perceber a existência da oportunidade de duas candidaturas a fundos comunitários?

AF – Mais do que importante é um dever nosso, uma vez que existem meios e disponibilidade de acesso a financiamentos. Mas não estamos a falar de uma verba total a fundo perdido. Estaremos a falar de cerca de 100 mil euros de investimento e de um financiamento no valor de 35 mil euros, o que significará que a Cooperativa, nestes últimos três anos, criou riqueza e autonomia financeira para que o Estado pudesse aprovar as nossas candidaturas. E é com um orgulho enorme que podemos dizer que entre dezenas e dezenas de candidaturas, em termos de classificação, ficamos em primeiro numa e em terceiro numa outra, o que diz muito da nossa situação.

“Uma grande família constituída por pessoas de personalidades diferentes, mas que sentem e cumprem o objetivo principal que é a defesa dos interesses da Cooperativa”.

 

RVJ – As eleições tiveram lugar na última sexta-feira. Num universo de 38 cooperadores, participaram 24 e todos votaram a favor da lista que apresentou. Sinal de que a Cooperativa está consigo?

AF – Nunca tive dúvidas. Além dos 24 que votaram, três ou quatro cooperadores justificaram a sua ausência e garantiram também estar do nosso lado. Não há divisão interna, isto é uma grande família constituída por pessoas de personalidades diferentes, mas que sentem e cumprem o objetivo principal que é a defesa dos interesses da Cooperativa.

 

RVJ – Sente-se hoje um presidente mais preparado para o novo mandato que se iniciará a 30 de dezembro?

AF – Tenho pensado nessa questão. Quando construímos a nossa casa, imaginámo-la durante muito tempo e depois vamos construindo pouco a pouco. No entanto, é no primeiro dia que vamos morar para a nova casa, que vamos encontrar os defeitos. Resumindo, seria nesse momento, que deveríamos estar a começar a construir a nossa casa. Foi o que eu senti aqui. O primeiro mandato foi de aprendizagem. Mas agora tenho a certeza absoluta de que no dia 30 quando for empossado como presidente do Conselho de Administração, porque assim determinou o novo Código Cooperativo, estarei preparado para ser melhor presidente do que fui até hoje.

“Procederemos à aquisição de novos equipamentos, nomeadamente, de exterior, para dar resposta às necessidades das transmissões em direto”.

RVJ – O que devemos esperar para os próximos três anos da Rádio Vizela?

AF- Há três substitui o Dr. Carlos Martins, que deixou cá um excelente trabalho, tal como os presidentes que o antecederam, porque estas coisas não nascem de uma pessoa só ou de uma Direção só, mas do esforço e trabalho de todos. Esta instituição está a celebrar 30 anos com uma pujança nunca vista, mas as coisas não acontecem por acaso. Há todo um processo de crescimento e de trabalho de um grupo de cooperadores, colaboradores e parceiros que trouxeram esta Cooperativa desde 1986 até 2016.

Há três anos dizia que se não fosse capaz de fazer igual, ao menos que não fizesse pior. Agora iremos traçar um plano de continuidade. A ambição é sempre fazer mais e melhor. Em primeiro lugar, queremos dar andamento àquilo que ficou por fazer, por circunstâncias diversas, nomeadamente, a execução das obras que ainda faltam concluir. Depois das mesmas estarem acabadas, não tenho dúvidas de que a Cooperativa ficará como nunca esteve. Terá uma parte administrativa autónoma, uma parte social, que não tinha até ao momento, ou seja, todos os colaboradores, cooperadores e, sobretudo, aqueles que nos visitam, passarão a ter um espaço de convívio.

Além disso, procederemos à aquisição de novos equipamentos, nomeadamente, de exterior, para dar resposta às necessidades das transmissões em direto dos variados eventos de que somos solicitados e, numa forma especial, dos eventos desportivos. Também temos a perspetiva de criar uma espécie de geminação com rádios de cidades, que estejam já geminadas com o concelho de Vizela.

Queremos também dar continuidade aos eventos que vamos realizando, melhorá-los se for possível, mas também criar novos, utilizando, como gosto de dizer, o “ouro da casa”. Estou-me a referir quer à equipa da Cooperativa da Rádio e RVJornal mas, também, aos artistas e às pessoas de mérito do concelho. Queremos continuar a potenciar a relação de proximidade com os nossos públicos, sejam eles quais forem.

“É aquilo que eu gosto de chamar também, como o reconhecimento da Rádio. É dar à comunidade aquilo que dela recebemos durante todo o ano”.

RVJ – Vamos falar agora do evento no qual a Rádio Vizela tem, nesta altura, centradas todas as suas intenções. Falo da 4ª Gala da Rádio Vizela, que terá lugar a 28 de janeiro, no Eskada Vizela…

AF – Será, porventura, o evento com mais envolvência, aquele que mexe mais com a comunidade. É o evento que constitui a argamassa que une tudo aquilo que possamos imaginar à volta da instituição Rádio Vizela Cooperativa da Radiodifusão, isto porque é o mais dispendioso, envolve muitíssimo mais trabalho, a participação de toda a equipa, sem exceção, e a colaboração inestimável de um parceiro, o Eskada Vizela, sem o qual não poderíamos sequer pensar em realizar este evento. É sobretudo um evento destinado a todo o concelho de Vizela e de homenagem àqueles que mais se destacaram no ano anterior ou ao longo das suas vidas. É aquilo que eu gosto de chamar também, como o reconhecimento da Rádio. É dar à comunidade aquilo que dela recebemos durante todo o ano.

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