Quatro concelhos não avançam no desconfinamento

Há novas regras e novidades na testagem. Saiba o que muda a partir de 14 de junho.

 

O Governo decidiu esta quarta-feira prolongar a situação de calamidade em Portugal continental até 27 de junho, no âmbito do combate à pandemia da covid-19, anunciou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

"O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que declara a situação de calamidade em todo o território nacional continental até às 23:59 do dia 27 de junho", afirmou Mariana Vieira da Silva, na conferencia de imprensa realizada após o Conselho de Ministros.

A ministra referiu que a maior parte do território nacional está com a situação epidemiológica controlada. Contudo, há quatro concelhos que não irão avançar no processo de desconfinamento: Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra.

Nenhum concelho irá recuar no desconfinamento, mas há dez que estão em alerta: Albufeira, Alcanena, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Paredes de Coura, Santarém, Sertã, Sesimbra e Sintra.

Para estes e todos os restantes concelhos (à exceção dos quatro que não vão avançar), as regras, a partir de 14 de junho, são:

 

- Restauração passa a funcionar até à 1:00, com admissão possível até à meia-noite;

- Atividades de comércio a retalho vão começar a funcionar de acordo com o seu horário;

- Serviços públicos desconcentrados passam a poder ser acedidos sem marcação prévia;

- Eventos de natureza familiar estão limitados a uma lotação máxima de 50%;

- Modalidades amadoras passam a poder ter público, com lugares marcados e uma lotação máxima de 33%;

- Empresas com mais de 150 trabalhadores "num mesmo posto de trabalho" passam a ter de os testar;

- Táxis e TVDE passam a poder transportar pessoas no banco de trás sem limitações, mas o banco da frente continua a não poder ser utilizado;

- Testes passam a ser obrigatórios para aceder a eventos com "um certo número de convidados", definido pela Direção-Geral da Saúde e que será anunciado em breve.

 

O custo dos testes nos eventos onde vão ser obrigatórios fica a cargo do organizador, esclareceu a ministra.

O teletrabalho, que tem por referência o local da empresa e não o concelho de habitação de cada trabalhador, deixa de ser obrigatório, exceto para indivíduos imunodeprimidos e para os quatro concelhos que não irão avançar no desconfinamento.

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