PS Vizela lançou esclarecimento público aos vizelenses

No rescaldo à reunião da Comissão Política Concelhia do partido, na qual participaram cerca de 40 militantes.

A Comissão Política Concelhia de Vizela (CPCV) do Partido Socialista (PS) reuniu ontem via zoom, juntando no encontro 40 militantes. O ponto era único: esclarecimento sobre as Eleições Autárquicas de 2021. Isto depois de na última semana se ter tornado público o facto da Federação Distrital de Braga, liderada por Joaquim Barreto, ter avocado a si o processo de negociações com o Movimento Vizela Sempre (MVS), depois de não ter havido acordo entre Victor Hugo Salgado e a líder do PS Vizela, Dora Gaspar. Em causa está uma recandidatura do atual presidente, como independente, mas a encabeçar a lista do PS à Câmara.

Ao início desta tarde, a CPCV do PS enviou à Comunicação Social um esclarecimento dirigido aos vizelenses, onde volta a descrever a cronologia dos acontecimentos. Diz que o Secretariado da Federação Distrital de Braga do PS deliberou a avocação com base na necessidade de que, segundo a deliberação aprovada, “as negociações entre a Concelhia de Vizela do PS e o MVS evoluam de forma mais célere e eficaz” para uma possível “candidatura conjunta” e assumindo “o papel mediador (…) fazendo convergir vontades e dirimindo divergências quando estas se verifiquem”, lê-se.

Recorde-se que a deliberação do Secretariado da Distrital aconteceu a 15 de fevereiro, e diz o esclarecimento do PS Vizela que, desde então, “os órgãos concelhios não receberam qualquer contacto por parte da Federação de Braga para abordar esta matéria”.

Lembram os socialistas vizelenses que a informação passada por Joaquim Barreto foi de que “que qualquer evolução que pudesse existir relativamente a uma eventual candidatura conjunta, só poderia ocorrer “se houvesse convergência das duas partes, sendo que, em última instância, seria respeitada a Concelhia de Vizela do PS””, garantindo que “os argumentos apresentados pelo PS nacional foram compreendidos pelo Secretariado concelhio”. “Decidiu, por isso, expressar que se Victor Hugo Salgado pretendesse ser candidato do PS à Câmara Municipal de Vizela, deveria dirigir-se à concelhia e manifestar tal vontade”.

E esse encontro, refere a nota, acabou por acontecer a 25 de janeiro, “a pedido de Victor Hugo Salgado”, lê-se, e os socialistas dizem que, “sendo exploratório, não foi, naturalmente, conclusivo”.  Refere ainda o esclarecimento que, “o Secretariado de Vizela do PS fixou, para uma possível negociação de candidatura conjunta, a necessidade de cumprimento das referidas ações integradas na chamada Agenda Vizela 2030, por si apresentada”, assim como “o respeito pelos valores, princípios e história do partido em Vizela, e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos seus legítimos eleitos e representantes”.

“Secretariado federativo precipitou-se”

“Contrariando o expectável normal curso dos acontecimentos, o Secretariado federativo precipitou-se pela decisão de avocar o processo eleitoral autárquico de Vizela”, lê-se, sendo que a CPCV do PS, vem de novo repudiar a decisão de avocação, que considera “um ato intempestivo e injusto, ofensivo para com os princípios e a história do partido”, não entendendo “a razão válida para, desde logo pela posição assumida pelo Secretário Geral Adjunto e pela Secretária Nacional das Autarquias de defesa e aceitação das decisões que a Concelhia de Vizela do PS viesse a adotar”.

Considerando a "avocação um ato contra a democracia, os partidos e a política", o PS Vizela refere que "pela dignificação do poder local, da atividade política e do próprio partido" irá "manter-se atento aos problemas e aos desafios de Vizela, e ativo na defesa dos interesses de todos os vizelenses". 

A Rádio Vizela conseguiu estabelecer contacto esta tarde com Dora Gaspar, que não quis tecer qualquer comentário sobre os últimos acontecimentos. Disse ainda que "todas as comunicações importantes estão a ser feitas pelos órgãos da concelhia". 

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