PS revela preocupações quanto à obra da Praça e do Jardim

Preocupações essas que fez chegar à autarquia.

O Partido Socialista (PS) de Vizela deu conta das suas preocupações sobre a proposta da Câmara Municipal para a requalificação da Praça da Republica e do Jardim Manuel Faria, preocupações essas que fez chegar à autarquia.

Os socialistas consideram que “o único documento disponibilizado não constitui uma base minimamente suficiente para que se possa efetuar uma análise crítica e objetiva, por não apresentar plantas, caderno de encargos, orçamento, memória descritiva (…) pelo que considerar o documento apresentado de “projeto” e colocá-lo em discussão pública é extemporâneo e inconsequente”, lê-se.

A requalificação da Praça e do Jardim está inserida no PARU – Plano de Ação para a Regeneração Urbana - financiada por fundos comunitários, e os socialistas reconhecem a importância da intervenção mas referem que o documento apresentado pelo atual Executivo suscita preocupações. O PS entende que o Executivo deveria apresentar uma justificação que fundamente as opções tomadas, nomeadamente a questão do trânsito “que não só não diminui, como, pelo contrário, irá aumentar, fruto do aumento dos fluxos originados pela circulação em dois sentidos”. Além disso, o PS refere que o “aumento do fluxo de trânsito, associado à inexistência/indefinição de zonas de atravessamento e sem reconfiguração dos passeios na zona nascente, trará maior perigosidade para os peões”. No rol de preocupações surgem as zonas de estacionamento, “pouco claras”: “Considerando que são suprimidos os estacionamentos existentes sem se apresentar alternativas reais, viáveis, próximas e eficazes para corresponder à função económica e social da Praça da República e às necessidades do comércio tradicional”, lê-se. Além disso, o PS diz que não está definido estacionamento para táxis, mobilidade reduzida, cargas e descargas, e condicionamento destas considerando o aumento do fluxo rodoviário que se vai verificar, caso a proposta se mantenha”. Outra das preocupações passa pela eliminação de árvores na Praça: “Com colocação de uma baia de árvores apenas na parte nascente que, durante quase todo o dia, darão sombra à rua nascente (de circulação em dois sentidos) e não à Praça”. A “inexistência de zonas sociais com e sem sombra e indefinição de mobiliário urbano, a inexistência de proposta uniformizada para esplanadas para os cerca de uma dezena de estabelecimentos e o facto de não serem desenvolvidas as ideias que justifiquem uma intervenção ao nível da arqueologia”, são outros pontos focados pelos socialistas. De acordo com a nota, “a requalificação da Praça deveria valorizar todo o passado de Vizela, não só o período Romano, mas também a transição do século XIX para o XX, auge do período termal”. O PS refere ainda que “não existe explicação sobre a reabilitação das linhas de água que atravessam a Praça da República - ribeiros de Paços e da Portela - nem sobre a reabilitação e potencialização do túnel que dá acesso à Companhia da Banhos de Vizela” e que outra das suas preocupações prende-se com a possível demolição da “casa azul”, cuja salvaguarda defendem, considerando-a património arquitetónico e histórico.

Consideram ainda que o projeto apresentado demonstra indefinição quanto ao aumento e localização de sanitários e defende que, ao invés de um novo bar, o Executivo de Victor Hugo Salgado deveria apostar na criação de um palco. Concluindo, os socialistas vizelenses dizem que “a requalificação de um centro cívico tão importante como a Praça e o Jardim Manuel Faria requer um estudo profundo do impacto cultural, social e económico que a mesma incorpora. Daí que seja imperativo apresentar um projeto que “verdadeiramente explicite as intenções de intervenção, demonstre as preocupações, problemas e soluções alternativas decorrentes das alterações que se pretendam efetuar e que alteram a lógica e vivências atuais”. O PS entende que haverá a necessidade “de um estudo prévio sobre trânsito e mobilidade na cidade de Vizela, que justifique o incompreensível aumento de fluxo de trânsito, que o documento proposto revela, e as soluções de estacionamento e de acessibilidade a este”, remata.