Poder local reforçado em tempo de pandemia

Assembleia de Freguesia de Caldas de Vizela marcada pelo tema.

Esta segunda-feira, reuniu a Assembleia de Freguesia de Caldas de Vizela, S. Miguel e S. João, fechada à presença de público, devido às restrições de segurança associadas à Covid-19. Da ordem de trabalhos, destaque para o Documento de Prestação de Contas 2019 da união de freguesias. Para este ano transita um saldo de gerência de 11.844 euros e a proposta acabou por ser aprovada por maioria, com a abstenção do PS, sem intervenção das bancadas.

No entanto, o que marcou a Assembleia foi a pandemia Covid-19 e o papel do poder local, Câmara e Juntas de Freguesia, na procura de soluções e na adoção de medidas de combate ao novo coronavírus, para a segurança dos seus munícipes.

À semelhança de sessões anteriores, imperou o consenso entre bancadas, apesar de posições políticas diferentes, o que levou o autarca Mário José Oliveira falar de “Assembleia em Família”: “Já tínhamos reunido com os lideres, para os pôr ao corrente da situação e do nosso trabalho. Estamos a fazer um papel do agrado da nossa população de também dos nossos parceiros [adversários políticos]. Queremos resolver todos os problemas que vão surgindo”.

Para Cidália Faria, da Coligação PSD/CDS-PP, é importante homenagear os autarcas do país que provaram ter competência para dar respostas em tempos como os que vivemos. “Ficou bem patente que os eleitos locais têm um papel preponderante nesta época. Há que os parabenizar que são os que estão perto das populações, em melhor posição para apoiar a população”, disse a deputada.

“É tempo de nos unirmos para ajudar os vizelenses”, disse o deputado socialista Nuno Faria. “Há gente a passar dificuldades” e a Junta de Freguesia tem as suas responsabilidades: “A união que prevaleça porque temos que estar unidos para apoiar as pessoas, a ação social é fundamental e a Junta deve intervir como tem feito”, afirmou o socialista.

A Junta tem em marcha a construção de passeios no acesso ao S. Bento das Peras, uma obra que se divide em três fases. Nesta primeira, estão projetados passeios até ao reservatório da Vimágua, A segunda etapa – desde o Reservatório da Vimágua até à sede do CCR de Montesinhos – terá início no final do ano/início do próximo, e a terceira fase – até ao Monte de S. Bento – arrancará posteriormente.

O deputado da Coligação, João Azevedo, chamou a atenção para a necessidade de intervir no outro lado da rua, que apresenta problemas quando aparece a chuva. Mário José Oliveira mostrou-se recetivo e referiu que o objetivo da obra passa por criar condições de segurança para quem sobe ao Monte do padroeiro.