Maestro Joaquim Ribeiro atua nos palcos da capital

O vizelense integra mais um projeto da Academia Portuguesa de Artes Musicais/Melleo Harmonia, em dois concertos.

O primeiro acontece já este sábado, dia 26, pelas 17h00, na Junta de Freguesia do Lumiar, em Lisboa. Para 05 de outubro está agendado novo espetáculo, também na capital, no Auditório da Comunidade Hindu de Portugal.

Os dois concertos integram um conjunto de seis espetáculos que dão vida ao Ciclo Revolucionário e Romântico, que pretende comemorar os 200 anos da Primeira Revolução Liberal em Portugal mas também os 250 anos do nascimento de Beethoven. A organização pertence à Junta de Freguesia do Lumiar e a iniciativa arrancou a 18 deste mês mas será este sábado que o vizelense se apresentará com o quarteto de clarinetes Melleo Harmonia, que integra ao lado de três outros solistas da Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional S. Carlos. “Vou participar não só como diretor mas como clarinetista e vamos interpretar obras de vários compositores com estilos diferentes e oriundos de diversos países. Terminaremos com duas obras do compositor português José dos Santos Rosa”, refere o músico à Rádio Vizela.

Já a 05 de outubro, o vizelense voltará a estar em evidência, não só porque será o responsável pela direção musical mas porque participará na execução, no que ao clarinete diz respeito, da Sinfonia nº 3 – Eroica – de Beethoven, e que será interpretada por nove solistas, a partir das 17h00, no Auditório da Comunidade Hindu de Portugal.

À margem destes concertos, Joaquim Ribeiro está integrado em outras iniciativas de cariz artístico. Ainda na última terça-feira participou num concerto em Lisboa, organizado pela Câmara Municipal de Oeiras, e que contou com transmissão online. Já no próximo dia 15 de novembro, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, o vizelense, há vários anos a residir na capital, vai dirigir, na primeira parte, o 5º concerto de piano Beethoven e, na segunda, a 6ª sinfonia pastoral de Beethoven. “Projetos estes que estão inseridos no âmbito da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Todas as semanas estou em atividade, para além de também dar aulas e masterclasses”, salienta.

Retoma da atividade artística com cautela

Para o vizelense, a retoma da atividade artística, após a chegada da Covid-19 a Portugal, aconteceu em julho: “Tudo tem acontecido com bastante cautela. Na Orquestra Sinfónica Portuguesa retomámos a atividade com grupos pequenos e instrumentações mais reduzidas. O primeiro concerto aconteceu a 05 de setembro, mas com a orquestra mais pequena, num palco que é bastante grande e que permite aos músicos estarem mais afastados uns dos outros”. “São tidas em conta as indicações da Direção-Geral de Saúde mas estamos a andar para a frente com a esperança de que a atividade possa voltar à normalidade”, remata o músico.