Festa das Colheitas regressa a St Eulália este fim de semana
A Festa das Colheitas regressa ao adro da Igreja de Santa Eulália, em Vizela, este fim de semana de 03 e 04 de outubro. A iniciativa, promovida pelo Centro Social e Paroquial de Santa Eulália, pretende preservar as tradições locais e envolver a comunidade.
Ivaneide Mendes, diretora de projetos e serviços e coordenadora pedagógica da instituição, explica que esta iniciativa já tem vindo a ser realizada pela instituição e pelo grupo de amigos “há largos anos”. “É uma tradição em que nós envolvemos a comunidade na memória coletiva relacionada às festas tradicionais, aos ciclos da terra, nomeadamente as desfolhadas, as vindimas, numa forma de preservação da cultura local”.
Este ano, a festa decorre durante dois dias e apresenta como novidade um torneio de matraquilhos humanos. Entre os momentos tradicionais de destaque mantém-se este sábado à noite, o cortejo do milho e das uvas, seguido da desfolhada. “No sábado à noite, temos os tradicionais cortejos que vêm de duas zonas da freguesia, o cortejo do milho e o cortejo das uvas, que vêm em direção ao adro, onde ocorre uma desfolhada”.
No domingo, o destaque vai para o Festival das Sopas, este ano dedicado às “Sopas das Quintas”, numa iniciativa que envolve também as escolas e os infantários locais. “Para esse tradicional festival de sopa temos o projeto Transportando a Tradição, Preservando a Memória, que está a ser feito juntamente com as escolas locais e os infantários”.
A organização espera uma forte participação da população, que é chamada não só a assistir, mas também a colaborar na realização da festa. “A comunidade é convidada não só a usufruir da festa, mas na organização e na promoção da festa. A nossa expectativa é sempre elevada no âmbito da participação”.
“É uma festa que volta às origens, que traz o sentido de comunidade e que as pessoas se reveem nas práticas e na tradição dos seus antepassados. É uma forma de não só viver o sentido de comunidade e contribuir com as ações e atividades do centro social, mas, sobretudo, de viver e prestigiar aquilo que nos marca, marca a cultura local”, concluiu Ivaneide Mendes.






