Executivo Municipal reuniu pela última vez em 2018

Sessões serão retomadas a 15 de janeiro de 2019.

Era longa a agenda de trabalhos da reunião do Executivo Municipal de Vizela, que se realizou na terça-feira, dia 18, na Tenda de Espetáculos na Praça do Município. Ao todo, a vereação discutiu e votou – não todas por unanimidade – 22 propostas.

Mas o tom subiu no momento seguinte e que dizia respeito ao período de intervenção dos vereadores e quando Victor Hugo Salgado percebeu que Fátima Andrade não havia pedido para intervir. Disse estranhar tal posição: “Por duas vezes veio à reunião de Câmara dar nota de que Vizela só é notícia pela negativa. Reuni recortes dos últimos dois meses que comprova o contrário. Faço isto porque não pode destacar o negativo, quando o positivo é grande”. Mas o autarca não ficou sem resposta. “O senhor entendeu tudo ao contrário e não pode pensar que é o dono da verdade, tem que dar liberdade de expressão aos que se querem exprimir. Em nenhum momento critiquei o Município, e o senhor tem esse conhecimento do que sai em todos os jornais porque tem um assessor de Comunicação só para si. Eu trabalho, tenho uma vida preenchida e não tenho tempo de ver os jornais. No entanto, nunca foi ao Executivo que imputei qualquer crítica. Tenho respeito pela Comunicação Social mas posso lamentar, como aconteceu. Até àquela altura Vizela fez coisas boas e não tinha sido notícia e qualquer coisa mais negativa é logo publicada por aquele jornal [Jornal de Notícias]”. E continuou: “Se não consegue admitir que se há pessoa que elogia as atividades desenvolvidas por esta Câmara sou eu, então está a agir por má fé”. Neste período quis intervir também Dora Gaspar e fê-lo para relembrar, na última reunião camarária do ano 2018, para lembrar as cerca de 20 propostas/recomendações apresentadas pela oposição PS ao longo do presente ano. No final, ao RVJornal, a vereadora socialista explicou que o fez para mostrar que o “PS não faz oposição destrutiva”: “Fazemos alertas sobre o que achamos que não está bem, sobre as violações aos Regulamentos que têm sido sistemáticos. Temos uma visão diferente do Executivo e ao contrário do que passa para a opinião pública, provamos que não é verdade, que queremos o melhor para Vizela e para os vizelenses”. 

Apoio a Sociedade Columbófila de Vizela discutido

Uma das 22 propostas da ordem do dia era a atribuição de apoio financeiro à Sociedade Columbófila de Vizela no valor de 3500 euros para aquisição de uma viatura de caixa aberta. Fátima Andrade da Coligação absteve-se. “Questionei porque se abre um precedente ao se atribuir um subsídio para a aquisição de uma viatura. Acredito que a associação precise mas vai abrir-se uma exceção para outras associações que podem reclamar o mesmo e a Câmara não está assim tão abonada. Só me abstive por isso”, justificou. A proposta mereceu também reparo por parte de Horácio Vale, apesar de o PS ter votado favoravelmente a mesma. “Achamos que não está a ser cumprido o Regulamento de atribuição de apoio financeiro às associações porque há uma referência expressa ao 21º artigo em que diz que foi feito um parecer fundamentado e aprovado por órgãos superiores. Ora o que diz o artigo 21 é que esse parecer deve ser submetido a aprovação da Câmara Municipal que é o único órgão que tem competência para o efeito. Mas a Câmara não teve acesso a qualquer parecer fundamentado. Daí que achemos que há aqui abertura para um incumprimento do Regulamento e seria bom que os serviços camarários, apesar da discordância do presidente, vejam a situação”, explicou. Mas o Executivo liderado por Victor Hugo Salgado tem outro entendimento. “No passado aconteceram situações similares, como a Fundação Jorge Antunes, o FC Vizela e não percebo o porquê da questão. Mais do que a questão política, todos foram eleitos com o objetivo de defender Vizela, a população e as associações. Votar contra ou abster-se é ir contra o interesse da associação”.

Tudo para conferir na quinta-feira, no RVJornal.

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