Executivo Municipal aprova homenagens para o 19 de março

A Câmara Municipal de Vizela (CMV) aprovou por unanimidade, esta terça-feira, 03 de março, na nona reunião ordinária do mandato 2025/2029, a atribuição de medalhas honoríficas e galardões municipais a entregar nas comemorações do 19 de março de 2026.

Recorde-se que as medalhas municipais visam distinguir pessoas e instituições que contribuam para o engrandecimento e dignificação de Vizela, ou que se destaquem pelo seu mérito pessoal e feitos cívicos nas áreas: social, humanitária, empresarial, cultural, científica, política ou de serviço público.

Para este ano, foi aprovada a atribuição da Medalha de Mérito Municipal – Grau Prata a Modesto Araújo, empresário da Vizelpas; a Paula Mainini, empresária da Fema; a José Manuel Marques, maestro da Sociedade Filarmónica Vizelense; e Eduardo Guimarães, ex-presidente do FC Vizela; e à Associação Desportiva S. Paio Sport Clube, que celebra 50 anos de existência.

O presidente da autarquia, Victor Hugo Salgado, explicou que o objetivo passa por valorizar o percurso e o contributo dos homenageados. “Relativamente às medalhas honoríficas, é nosso objetivo criar condições para fazer sobressair e valorizar os vizelenses na sua área de intervenção”.

Sobre os dois empresários distinguidos, sublinhou que “são duas pessoas com um sucesso extraordinário nas suas empresas, mas que, por outro lado, têm também um papel importante e uma disponibilidade total para aquilo que é a sua ação no apoio social e na intervenção cívica”.

No plano cultural, destacou o trabalho desenvolvido por José Manuel Marques ao longo de 25 anos à frente da Sociedade Filarmónica Vizelense; “este reconhecimento por tudo o que ele fez, pela evolução que a Filarmónica teve, em particular, do ponto de vista daquilo que é o crescimento, a consolidação e o profissionalismo cada vez mais apresentado”, referiu, lembrando ainda as participações da banda em eventos nacionais e romarias por todo o país, “levando mais longe o nome do concelho de Vizela”.

Quanto a Eduardo Guimarães, Victor Hugo Salgado recordou a subida histórica do FC Vizela à I Liga, a reorganização financeira e a melhoria das infraestruturas; “que cessou funções enquanto presidente da direção, depois de diversos mandatos em que, existiu uma evolução muito significativa e extraordinária do FC Vizela”. “É uma pessoa que já estava ligada ao FC Vizela, enquanto jogador, depois viu-se forçado a assumir funções enquanto presidente, porque era presidente da Assembleia Geral. Não virou costas ao FC Vizela e deixou um legado muito significativo e muito expressivo”, acrescentou.

A distinção à Associação Desportiva S. Paio Sport Clube surge no ano em que assinala meio século de existência. “Não poderíamos deixar de atribuir uma medalha por toda esta história e o desenvolvimento que tem tido ao longo dos últimos anos. Seja a história recente e a referência que é para esta freguesia [S. Paio]; seja a história mais do passado e que te uma relação intrínseca com a identidade da freguesia, mas seja também o desenvolvimento que tem tido a nível das condições desportivas, da prática da modalidade desportiva e, sobretudo, aquilo que é muito relevante neste momento, que é a formação, que tem tido um crescimento exponencial”.

No que respeita aos galardões municipais, destinados a jovens que se destacam a nível nacional e internacional, foram aprovadas as homenagens a Juliana Sousa, 24 anos, natural de Tagilde, e a Afonso Vieira, 19 anos, formado no Vitória Sport Clube.

Victor Hugo Salgado explicou que estas distinções pretendem também afirmar exemplos positivos para as novas gerações. “Um dos objetivos dos galardões é, por um lado, reconhecer a importância que determinados jovens, ao longo do último ano, trouxeram ao concelho de Vizela. (…) Estas devem ser não só duas homenagens que circunscrevem uma homenagem por si só, mas também queremos utilizar estes dois jovens como exemplo para todos os jovens, dizendo que é possível, a partir de Vizela, levar o nome de Vizela mais longe”, afirmou, referindo-se ao percurso de Juliana Sousa nos concursos internacionais de beleza e à presença de Afonso Vieira nas seleções jovens nacionais.

O vereador da Coligação Mais Vizela, Jorge Pedrosa, manifestou concordância com as propostas, mas deixou uma nota quanto ao modelo de funcionamento do processo. “Grande parte das pessoas eu conheço, porque são da minha geração; são pessoas que se destacam em várias ordens, desde o empreendedorismo, a cultura… Portanto, são pessoas, merecedores desse mesmo reconhecimento; desde as pessoas singulares a ser agraciadas com as medalhas honoríficas, bem como os dois jovens com a atribuição dos galardões. Todas estas pessoas são merecedoras do reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Não temos nada a opor”, começou por dizer.

Contudo, recordou que no mandato 2017/2021 existia uma comissão específica para analisar e propor os nomes. “Nós alteramos um bocadinho a nomenclatura do trabalho deste tipo de atribuições. Havia uma comissão que discutia os nomes, que avaliava esses mesmos nomes e que propunha ao presidente; embora que, o presidente, é sempre a última pessoa a pronunciar. Esperava que, no futuro, voltasse a ser institucionalizada essa mesma comissão, porque eu acho que é assim que deve ser instruído e que, é dessa forma, que nós também, podemos dar o nosso contributo para que mais pessoas possam ser reconhecidas, valorizadas e agraciadas com estes graus honoríficos que são atribuídos no 19 de março”, defendeu Jorge Pedrosa.

O presidente da CMV, esclareceu que a comissão não foi constituída, este ano, devido a dúvidas legais quanto ao enquadramento de determinados partidos, Iniciativa Liberal e Chega, nas comissões municipais. “Este ao ano, o fenómeno foi atípico, porque não houve a reunião da Comissão responsável por, de certa forma, sugerir ao presidente da Câmara quem é que poderia ser homenageado. Isto não aconteceu porque fomos confrontados com um problema legal, isto é, não tínhamos efetivamente definido se, no caso do Chega e da Iniciativa Liberal, poderiam ou não, ser grupos municipais, atendendo que só têm um deputado na sede da Assembleia Municipal. E, apesar deu eu, e o presidente da Assembleia Municipal termos aceitado que funcionassem como grupo municipal em sede da Assembleia, no caso concreto, nos grupos e nas comissões existentes, tínhamos de ter um parceiro legal. Contudo, até à presente data, não tivemos qualquer tipo de resposta das entidades competentes”, explicou.

Ainda assim, garantiu que foi salvaguardado o princípio democrático. “Reunimos com todos os partidos com assento na Assembleia Municipal, apresentámos os nomes e ouvimos a anuência total e a concordância total de todos. Desta forma, não cumprimos aquilo que é a comissão, o funcionamento da comissão, porque não conseguíamos, do ponto de vista legal; mas cumprimos o princípio de audição dos partidos e cumprimos o princípio de introduzir democracia numa decisão que é muito relevante para as comemorações do 19 de março deste ano”, concluiu Victor Hugo Salgado.

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