Eugénio Silva defende “pôr termo” ao contrato com Tesal

Encerramento das Termas de Vizela foi um dos assuntos da reunião do Executivo Municipal.

Na reunião de terça-feira, no período de intervenção dos vereadores, Eugénio Silva centrou a sua intervenção no balneário termal, que permanece encerrado. O vereador entende que “o modelo de gestão” do complexo termal “está errado”. “A atual gestora não serve nem beneficia Vizela, apenas o senhor presidente a defende e segura”. E acrescentou: “Não há nem se vislumbra resultados positivos que sirvam a economia e o desenvolvimento de Vizela, sem medos e sem dramas, tem de se mudar alguma coisa. E mudar significa pôr termo, com justa causa, ao contrato celebrado entre a CMV e a gestora [Tesal]. (…) Não desperdiçar os biliões de euros dos fundos comunitários do Plano de Recuperação e Resiliência, para reorganizar e reativar de uma vez por todas as Termas de Vizela. Não desperdice esta oportunidade de ouro conjuntural”. Além disso, lamentou que as piscinas dinâmica e exterior das Termas de Vizela passem a ser abastecidas pela rede pública de água: “Vizela suspenderá a oferta pública de um balneário termal e, em alternativa, passará a oferecer uma banal piscina municipal gerida por uma sociedade anónima”.

E logo respondeu o edil com um conjunto de perguntas: “Se mudar a administração a água passará a ter qualidade? Mais do que Vizela ser prejudicada, será que quem está a tomar conta neste momento do balneário termal, com estes sucessivos encerramentos, também não é prejudicado?  Quem fez um investimento de cinco milhões de euros quer ter o balneário termal encerrado e com isto não preceder à sua atividade para não recuperar o investimento? O que lucra com o balneário encerrado?”

A resolução do problema que motivou o encerramento do balneário é um processo “moroso” e “está dependente de uma deliberação da Direção-Geral da Saúde (DGS)”. “Independentemente de quem estiver a explorar o balneário termal a DGS não vai mudar de posição sobre a abertura do mesmo”. “Queremos uma solução para o problema da água, se a tiver nós aceitamos”, atirou o presidente da CMV, ressalvando, por outro lado, que as piscinas dinâmica e exterior passando a ser abastecidas pela água da rede pública permitirá que se no futuro surgir mais algum problema com a água termal o balneário não precisará ser encerrado na totalidade.

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