Dívida da Câmara ascendia a 18 milhões de euros em 2015
Contas de 2015 da Câmara Municipal de Vizela foram aprovadas por maioria na Reunião do Executivo Municipal.
O Município fechou o ano transato com uma dívida de 18 milhões 969 mil euros e para 2016 transitou um saldo de cerca de 1 milhão e 500 mil euros, verba que irá a Assembleia Municipal de Vizela para fins de revisão orçamental.
Cidália Cunha, vereadora da coligação PSD/CDS-PP, votou contra. Na opinião da vereadora, a gestão do Município continua a não ser a mais correta e tal reflete-se no valor da dívida, no limite de endividamento permitido por lei e nos elevados impostos pagos pelos vizelenses: “Continuamos a ter uma gestão que não é a mais correta. Continuamos com um endividamento excessivo ultrapassando os valores permitidos por lei. Nesta Prestação de Contas ultrapassámos em mais de 5 milhões e 897 mil euros o endividamento permitido por lei. Continuamos com uma dívida muito grande para o nosso Município tendo em conta aquilo que se tem feito ao nível de obras. Não se tem feito praticamente nada. Estamos com cerca de 19 milhões de euros de dívida e neste valor não estão incluídos os compromissos que o Município já assumiu para 2016 e para os anos seguintes. E a receita arrecadada pelo Município é sobre os impostos diretos”.
Carlos Faria e Miguel Lopes, vereadores independentes, abstiveram-se na hora da votação. Para Miguel Lopes este é o melhor Documento de Prestação de Contas desde que faz parte da vereação vizelense e sublinha como positivo o facto de as receitas correntes serem maiores do que as despesas correntes. Contudo, de negativo, enaltece a elevada carga de impostos sobre os vizelenses e o facto de a despesa corrente, no seu entender, ainda poder descer mais: “Esses valores [receita] são arrecadados à custa de uma carga fiscal muito elevada que penaliza muito os vizelenses. A receita do IMI aumentou, do IMT aumentou, da Derrama aumentou, mas com taxas todas elas no máximo. (…) Estamos a conseguir a convergência à custa do esforço dos vizelenses. Se a Câmara conseguisse essa convergência com uma carga fiscal menos elevada seria um sinal ótimo. A Câmara para conseguir uma convergência com uma carga fiscal menos elevada tem que seguramente baixar a sua despesa corrente”.
Já o presidente da Câmara Municipal de Vizela, Dinis Costa sublinha a “contenção” e o “rigor” deste documento. Dinis Costa sublinha o aumento da receita, a diminuição da despesa, o valor da execução orçamental e a diminuição da dívida: “As normas que implementei na Câmara deram resultado (…) quer na contenção da despesa, na diminuição da despesa corrente, no aumento da receita, na maior taxa de execução, se calhar, de sempre, e portanto na redução da dívida. Acho que é uma excelente Prestação de Contas, a melhor dos últimos anos. Não houve grande investimento, mas não se pode diminuir à dívida e ter muitas obras, mas as que estamos a fazer são essenciais”.
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