Basquetebol do FC Vizela já trabalhar na sua nova “casa”

Pavilhão da EB de Vizela já tem tabelas oficiais que vai permitir à equipa passar a realizar jogos em Vizela

A retoma da atividade desportiva avançou na passada segunda-feira, com o regresso dos treinos dos escalões de formação. Foi desta forma possível o regresso da Formação do Basquetebol do FC Vizela, que teve direto a surpresa, os jovens jogadores estão a trabalhar no Pavilhão da EB de Caldas de Vizela, o popular Ciclo, onde passam a treinar e também a competir.

Antes, realizou testes antigénio, disponibilizados pela Federação de Basquetebol de Portugal, garantiu o Coordenador Pedro Silva. “No fim de semana fizemos os testes e estavam 39 atletas, mas já marcámos teste para mais seis, espero que mais apareçam, pois antes de virem para o treino temos que ser notificados, porque toda a gente tem que fazer teste e começar a treinar negativos”.  Cumprida a exigência da DGS, para o regresso ao trabalho, este aconteceu na segunda-feira e logo com estreia na nova casa, com a autorização da Câmara Municipal de Vizela para a ocupação o Pavilhão da EB 2,3 de Vizela. Recorde-se que o “Ciclo” será a partir de agora a casa da equipa, depois da colocação de tabelas oficiais para a realização de jogos, que vão permitir à equipa passar a jogar em Vizela, sem necessidade de recorrer ao aluguer de pavilhões fora do concelho. Pedro Silva diz que foi um longo caminho para se chegar até aqui, mas todo o grupo está satisfeito: “Foi uma caminhada árdua, sentimos a falta disto e de certeza que os miúdos estão extasiados com o regresso”. Acredita que o caminho para a modalidade em Vizela está agora desbravado: “Jogar aqui fará toda a diferença, sabemos da força do grupo de pais que nos acompanham sempre, por isso será muito importante jogarmos aqui em casa, diante do nosso público, assim que as bancadas estiverem colocadas. Já não necessitaremos de alugar pavilhões fora de Vizela para trabalhar e para jogar, por isso o futuro do basquetebol em Vizela será mais fácil”.

 

Pandemia veio abrandar o projeto

 

Antes da pandemia, a modalidade, que era uma novidade em Vizela, estava em pleno crescimento, que acabou por ser abrandado, mas nada que estrague o entusiasmo dos dirigentes. “A pandemia veio “estragar” um pouco o nosso trabalho, estávamos num excelente caminho, tínhamos já tudo certo, para a vinda de um treinador para fazer o trabalho de captação junto dos jovens nas escolas, para podermos engrossar as nossas fileiras, tínhamos já vários jovens atletas inscritos, do ensino primário, mas a pandemia em março do ano passado veio dar cabo dos nossos planos até hoje.  Nunca viramos a cara à luta e vamos continuar a ir junto dos jovens para virem para o basquetebol, para virem treinar connosco”.

Um projeto que quer continuar a crescer, com forte aposta no quadro técnico. “O Rui Costa não veio na altura, mas vai integrar agora o clube, entretanto, também conseguimos que se juntasse a nós o Igor Costa.  É um jogador natural de Viseu que está a viver em Guimarães e que aceitou ajudar, numa adição espetacular para nós. Continuamos a ter o Diogo Batista e eu próprio que para além de Coordenador, sou treinador. Estamos a necessitar de mais um treinador, ou treinadora, o que interessa é que seja capaz de se juntar a nós e ser uma mais-valia”.  Quanto às equipas, há escalões que são certos e outros que são objetivo. “Os nossos objetivos passam por fazer um bom trabalho nos Sub-12, porque temos carência de miúdos nestas idades, abaixo dos 12 anos. Temos os nossos Sub-14 Masculinos também meio desfalcados. Onde temos mais atletas é nos Sub-16 Masculinos e Femininos, queremos abrir os escalões de Sub-18 e Sub-19 e quem sabe os Seniores Masculinos e Femininos”.  Ao nível competitivo ainda se estuda na Associação de Basquetebol de Braga, a realização de algumas provas. Independentemente disso, Pedro Silva assegura que o trabalho será contínuo. “Há dias tivemos uma reunião na associação para falar desse situação, a ideia é que no espaço de 15 dias se consiga ter um modelo competitivo, para conseguirmos realizar alguma competição. Já ficámos parados muito tempo e mesmo não havendo competição, não vamos parar.  Vamos trabalhar sempre e não vai haver férias para ninguém. Quem estiver, está, treina. Vamos marcar jogos treino, vamos tentar que os miúdos estejam o mais envolvidos possível com o desporto, para minimizar as perdas enormes que já tiveram pela ausência de desporto”.

E neste período há o desejo de proporcionar aos jovens atletas novas experiências e contactos com outras equipas. “Estamos focados em ter projetos, que marquem o atleta, mas também o indivíduo. Temos um projeto em carteira em que estamos a trabalhar e que seria irmos a qualquer sítio, neste período de preparação.  Ainda não sabemos se vai ser por cá ou em Espanha, o que procuramos é clubes com quem possamos fazer um intercâmbio. O nosso desejo é poder disponibilizar experiências dentro do basquetebol, que marquem os jogadores para o futuro”.  Fundamental para que isso possa acontecer, “será o apoio dos pais, que têm que estar o mais envolvidos possível neste projeto”. Mas não só: “O clube também está a postos para o que precisarmos e também a Câmara, que tem sido incansável em todos os pedidos que lhes são feitos da nossa parte. Acho que temos tudo do nosso lado para fazer um bom trabalho”.

Destaca os contributos que têm recebido e que dão mais força. “Desde o início que tem havido um trabalho árduo da nossa parte, de bater porta a porta. Quer para encontrar patrocínios e apoios, assim como para garantir as melhores condições de trabalho. Não tem sido fácil, mas temos tido até muitos anónimos a ajudar, pois quando é para jovens as pessoas são mais dadas a contribuir para o projeto. Já me fizeram saber que posso contar com eles, espero que mais empresas de Vizela e da região se juntem em torno do basquetebol”. 

Acredita que trazer a modalidade para Vizela foi uma boa aposta, mas que é necessária mais oferta desportiva. “Foi uma boa aposta, digo isto como pessoa ligada ao basquetebol, mas se fosse voleibol, ou andebol e hóquei patins, que já foram fortes em Vizela, também acho que teriam sucesso. O que faz falta a Vizela é termos mais modalidades, para darmos mais escolhas aos jovens”. Entende que a marca FC Vizela ajudou a que tal acontecesse.  “A nosso favor joga o nome FC Vizela, que está enraizado em todas as pessoas desta cidade. Vizela é um clube grande e o basquetebol também quer fazer parte dessa grandeza”, destaca Pedro Silva.

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