Aterro Lustosa: Armando Silva questionou Pedro Machado

Presidente de Lustosa e Barrosas (Santo Estêvão) questionou presidente da Câmara sobre resíduos vindos de Itália.

Na Assembleia Municipal de Lousada (AML), realizada na última sexta-feira, o presidente da Junta de Freguesia de Lustosa e Barrosas (Santo Estêvão) questionou Pedro Machado, presidente da Câmara Municipal de Lousada, acerca dos resíduos de Itália que foram recebidos no aterro da RIMA (Resíduos Industriais e Meio Ambiente), em Lustosa. De acordo com Armando Silva, na sessão de sexta-feira da AML ficou “tudo esclarecido em relação aos resíduos de Itália”. O presidente da Junta de Freguesia, que há cerca de uma semana se deslocou ao aterro para uma visita de acompanhamento, disse ter saído do local com a sensação de que “não havia grande perigo” e que agora, depois daquilo que ouviu de Pedro Machado, garante estar “tudo no bom caminho”. “O que nos foi dito é que não virão mais resíduos de Itália para o aterro de Lustosa”. Satisfeito ficou também Armando Silva pelo facto de estar a ser preparado o encerramento deste aterro: “Pode levar algum tempo, mas será encerrado”. “Quanto à Rima e aos resíduos de Itália está tudo no bom caminho e na visita de acompanhamento que fiz antes oito dias [da realização da AML], percebi que não havia grande perigo”.

“Para que as pessoas fiquem tranquilas, está tudo a ser feito dentro da legalidade, [o processo] está a ser bem acompanhado”, referiu Armando Silva, acrescentando: “Fico com a ideia que não há resíduos perigosos e fico feliz quando ouço o senhor presidente da Câmara dizer que é uma promessa dele o encerramento [do aterro]. Eu acredito nas palavras dele”.

Recorde-se que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel deu um parecer positivo ao requerimento da Câmara Municipal de Lousada, para que a RIMA termine com a deposição de resíduos provenientes do estrangeiro no aterro situado em Lustosa.

Através de comunicado, a Câmara de Lousada, no passado dia 09 de junho, veio dizer que o Tribunal de Penafiel “deu provimento ao requerido” pelo município, intimando a RIMA “a abster-se, de imediato, de desenvolver qualquer atividade relativa ao transporte para território nacional e deposição em aterro de todos os resíduos, com exceção dos originados no território nacional”.

“O tribunal proibiu ainda a empresa de desenvolver qualquer atividade relativa à transferência de resíduos provenientes de Itália”, acrescentava Pedro Machado nesse comunicado.