Remate Certeiro
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Numa semana em que a morte voltou ao desporto e logo num cenário com tanta projecção como os Jogos Olímpicos de Inverno (pese embora todo o manancial técnico que é utilizado para conceber pistas mais rápidas). Numa semana que fica localmente marcada de forma indelével pela saída do treinador Daniel Ramos do comando técnico do FC Vizela (utilizou argumentos que não convenceram ninguém – arriscava mesmo dizer que nem a ele próprio conseguiu convencer). Quinze dias depois da triste figura que o nosso seleccionador proporcionou a uns quantos passageiros que aguardavam para embarcar (quando não se sabe conviver com a crítica faz-se este tipo de figuras levianas, indigentes e sofríveis), vou ocupar o espaço que me é destinado no remate desta semana para falar sobre as considerações tecidas por alguns treinadores de futebol do nosso burgo em relação aos jogos já disputados, mas sobretudo sobre aqueles que ainda vão decidir o futuro campeão.
Faz-me espécie como é que Jorge Jesus, apesar de ir na liderança, mudou o discurso tão vitorioso e sumptuoso que era inicialmente (no tempo das goleadas) para um discurso mais ponderado e reflectido, ciente de que todas as equipas sem excepção têm quebras ao longo de uma época inteira. Precisava de ser muito mais coerente. Assim como precisava de ser Jesualdo Ferreira em vez de só se pronunciar quando se sente injustiçado e em vez de só se preocupar com o Benfica quando o grande “problema” dos dois grandes é, tão só, o Braga.
Precisamente o Braga que tem no jovem técnico Domingos Paciência alguém que ainda não se deixou toldar pelo narcisismo reinante no Portugal desportivo e que “cometeu o feito”, sim porque é disso que se trata, de reconhecer que a vitória obtida diante do Marítimo assentou em pressupostos irregulares em futebol. Sem subterfúgios, sem falsas modéstias, assim, claro como a água, venceu porque foi beneficiado. Custa assim tanto admitir o que é evidente senhores treinadores?



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