A magia dos três
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Olha que três! Exclamei há dias quando encontrei três velhos amigos. Um, disse-me que o três é um número que muitas vezes o faz magicar. Repara – diz a sorrir – três, os reis magos; três, a Sagrada Família; Pai, Filho e Espírito Santo, a Santíssima Trindade. Mas há mais trilogias – graceja. Pois há. E muitas, respondi-lhe. Achei graça à curiosidade, e fui ao baú das lembranças. (A melhor hora de o abrir, é de noite, na cama, quando o sono não chega). De lá, tirei uma mão-cheia de tríades que vão fazer cismar mais ainda o meu amigo.
Além dos magos, da Sagrada Família e da Santíssima Trindade, caro amigo, outras trindades menos santas, ou sem santidade nenhuma, e trios personificados, existem ou aconteceram. Rebusquei, rebusquei, e, fora a Troika, encontrei estas: No Monte do Gólgota, ergueram-se três cruzes. A de Jesus, do Dimas, e do Gestas (bom e mau ladrão). As virtudes teologais, são três: fé, esperança e caridade. Três os inimigos da alma: mundo, demónio e carne. Os Pastorinhos de Fátima: Lúcia, Jacinta e Francisco. Os mosqueteiros eram três: Porthos, Athos e Aramis. Três, os estados da água: sólido, líquido e gasoso. E Pedro disse a Jesus: Senhor, se queres, façamos aqui três tabernáculos. Uma para ti, um para Moisés, e um para Elias. Hunos, Godos e Vândalos, os três povos “bárbaros”. Três os lugares prometidos no além: Paraíso, Purgatório e Inferno. Ao Mostrengo Adamastor, três vezes respondeu o homem do Leme: El Rei D. João II. Três mastros tem o lugre. O Estado Novo teve três presidentes: Carmona, Craveiro Lopes e Américo Tomás. Depois do 25 de Abril, outros três estiveram já em Belém: Eanes, Soares e Sampaio. (Por isso, hoje auferem churudas gratificações). Os três reinos da natureza: animal, vegetal e mineral. Três Santos Franciscos: Assis, Sales e Xavier. Na música, há tons naturais, bemolados (meio tom abaixo da natural) e sustenizados (meio tom acima do natural). E binário, ternário e quaternário, são os três compassos musicais. O almirante Nelson, no Cerco de Calvi, perdeu um olho; no assalto a Tenerife, perdeu um braço; na Batalha de Trafalgar, morreu. Os três vulcões da Itália: Stromboli, Etna e Vesúvio. O corpo humano divide-se em cabeça, tronco e membros. Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Houve a Nobreza, o Clero e o povo. A Dinastia Filipina teve três reis espanhóis: O Grande, o Pio e o Prudente. Os matadores de Inês de Castro: Pero Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco. As três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Três reis morreram em combate: Saúl (Rei de Israel): D. Sebastião (Rei de Portugal); Carlos XII (Rei da Suécia). Na história antiga, os três importantes impérios: Romano, Grego e Celeste Império (China). Junot, Soult e Massena, comandaram as três invasões francesas. As três maravilhosas Vénus do Louvre: Vénus de Cnido; Vénus de Genitrix; Vénus de Milo, a mais célebre de todas. (Única mulher do mundo que não fala pelos cotovelos!). Em Roma, formaram o primeiro grande triunvirato: Pompeu, César e Crasso. O segundo, constituíram-no: Marco António, Octávio e Lépido. Uma tricicleta, é um velocípede de três rodas. E triclínio, a sala de jantar dos antigos romanos com três leitos à volta. Os três grandes “bes” da música clássica: Beethoven, Brahms e Bach. Lázaro, Marta e Madalena, três irmãos amigos de Jesus. Três as deusas castas: Artemisa, Minerva e Tales. A “Dinastia” Strauss de músicos: Johann. Josef e Edward. Três os “impolutos” amiguinhos políticos de Cavaco Silva: Dias Loureiro, Oliveira e Costa e Duarte Lima. Pedro, Tiago e João, são os três discípulos amados de Jesus. Três monstros ditadores, na Europa no século XX: Estaline, Hitler e Mussolini. Santas Teresas: a de Liseux (Santa Teresinha do Menino Jesus); a de Ávila; e a de Calcutá (a maior de todas, talvez). Os aliados vencedores da Segunda Guerra Mundial: América, Inglaterra e Rússia. O eixo derrotado: Berlim, Roma, Tóquio. Três grandes mestres do xadrês: Alekhine, Karpov e Kasparov. Santo António, S. João e S. Pedro, são os três Santos Populares. Quando perguntaram a Wellington (que derrotou Napoleão) quem achava que tinha sido o maior general de sempre, respondeu: no seu tempo, nos tempos passados e em qualquer tempo, Napoleão. “Três velhotes”, é um Vinho do Porto. E há um verde “Três Marias”. Vizela criou o seu concelho, derrotando o poderosos trio: Freitas do Amaral, Eurico de Melo e Fernando Alberto. Na conferência de Ialta, para abreviar o fim da guerra, estiveram: Rousevelt, Churchill e Estaline. Em Lisboa bebe-se o copo de três. A mais simples das regras, é a de três. No céu, abundam: anjos, arcanjos e querubins. E no inferno: satãs, demos e mafarricos. No futebol, os três grandes são: Porto, Benfica e Sporting. No ciclismo, Ribeiro da Silva, Alves Barbosa e Joaquim Agostinho, ombrearam com os campeões do mundo. Otorrinolaringologia, é a parte da medicina que se ocupa dos: ouvidos, nariz e laringe. Os três históricos reis de Israel: Saúl, David e Salomão. As abelhas produzem: mel, cera e própolis. Atlântico, Índico e Pacífico os três grandes oceanos. Vozes de ouro do belo canto: Carreras, Domingo e Pavarotti. O lema da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. São três as grandes pirâmides de Gizeh (Egipto). Somados os três valores (vencimento, ajudas de custo e encargos vários) sabemos que cada deputado “nos custa” 5.648 euros por mês. Três naus levou Vasco da Gama à Índia na primeira viagem: a “S. Gabriel” (cap. Vasco da Gama); a “S. Rafael” (cap. Paulo da Gama); e a”Bérrio” (cap. Nicolau Coelho). E o bilhar livre joga-se com três bolas. O povo crente, pede a S. Sebastião, que o livre: da fome, da peste e da guerra. Os famigerados e malvados Bórgias, eram três: Rodrigo (Papa Alexandre VI) César e Lucrécia. Os três génios da astronomia: Copérnico, Galileu e Newton. S. Pedro, negou Cristo três vezes. E um brasileiro cantava a história do pirata: da perna de pau, de olho de vidro e cara de mau. Vulgarmente conhecidas pelas “Três Marias”, são as três estrelas da constelação Órion. Os três maiores mestres da pintura portuguesa: Nuno Gonçalves, Grão Vasco e Domingos Sequeira. Da espanhola: Goya, Velasques e Murillo. E da italiana, os expoentes: Miguel Ângelo, Leonardo Da Vinci e Antonello de Messina. Há pimentos: verdes, vermelhos e amarelos. Um ornitológico de meia-tigela, afirmou que as aves se dividem em três classes: galináceos, pássaros e cucos. O Primaz da Diocese de Coimbra é: Arcebispo, Bispo, Conde. Três dias esteve Jonas no ventre da baleia. Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, os três heterónimos de Fernando Pessoa. A terceira sinfonia de Beethoven é um marco da história da música. Misterioso e fatídico é o Triângulo das Bermudas. São famosas escritoras, as três irmãs Brontë: Emily (escreveu o Monte dos Vendavais), Charlotte (autora da Paixão de Jane Eyre) e Anne (escreveu o Professor). Três principias povos africanos: Sotos, Xosas e Zulus. Na ceia dos cardeais de Júlio Dantas, eram três os purpurados. Três astronautas deram a volta à lua em 1968. A nossa dentição tem dentes incisivos, caninos e molares. Em Vizela, resistiram ao afrouxamento do afluxo aquista, alguns anos ainda, três hotéis: Universal, Cruzeiro do Sul e o agonizante Sul-Americano. Não há desespero maior que andar à deriva no alto mar: sem bússola, sem remos e sem vela. (Foi o que fez o Marquês de Pombal a muitos Jesuítas). Correm em três continentes diferentes, os três maiores rios do mundo: Amazonas, Nilo e Ganges. E o humorista Neca Rafael, cantava que vendia: pinheiros, pinhões e pinhas. Sinos, sinetas e campainhas. E mais vendia: galinhas, patos e perús. Fazendas, cotins e panos crus.
Amigo, se esta trinalidade toda te vai fazer magicar um pouco mais, imagina se eu tivesse um nome igual ao de um amigo nosso e, como ele, assinasse MMM.



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