Vizela não pode parar

Fátima Anjos

2017-04-20

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Não há dúvidas de que o centro da cidade de Vizela precisa mais do que uma ação de cosmética, tendo em vista a sua revitalização. Espero que possa encontrar no Plano de Ação de Regeneração Urbana um conjunto de oportunidades que permitam dar alguns passos em frente.

O objetivo daquele que designamos como PARU é a melhoria da qualidade do ambiente urbano, sendo da responsabilidade dos Municípios candidatarem a concursos lançados pelo Norte 2020 projetos que pressuponham esse ganho e que terão obrigatoriamente de estar concluídos até 31 de dezembro de 2020. Em causa poderão estar projetos que visem a reabilitação de edifícios ou mesmo do espaço público.

É claro que a reabilitação do nosso centro urbano, principalmente, no que concerne à regeneração dos edifícios localizados no epicentro da cidade, em muito dependerá da vontade e da capacidade dos seus proprietários. À autarquia caberá transmitir alguns sinais importantes e que poderão passar pelo apoio na preparação das candidaturas mas também na criação de um conjunto de incentivos, criando condições mais favoráveis ao investimento e que passarão, sobretudo, pela redução de taxas ligadas à realização das obras de reabilitação. 

Uma situação para a qual o Município terá de olhar com atenção quando se vir livre do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e que o Governo anterior “vendeu” às autarquias como uma “tábua de salvação”, mas que acabou por se revelar um instrumento limitativo da autonomia do poder local. No entanto, não há nada em que tudo seja mau. É verdade que o PAEL acabou por obrigar o atual Executivo a proceder a alterações na gestão autárquica para cumprir o princípio do equilíbrio orçamental, que não é mais do que não gastar mais do que aquilo que recebe.

Voltando ao PARU, dizer que se espera que possa ser encontrada uma solução há muito anunciada e prometida por quase todos, de requalificação da Praça da República mas também, e não menos importante, uma oportunidade de financiamento para um projeto que possa colocar no terreno o que tanto foi debatido aquando da discussão do Plano de Pormenor da Antiga Sedas Vizela. Estaremos a falar da reabilitação de antigas unidades industriais abandonadas com vista à sua reconversão em espaços, preferencialmente ligados ao setor do turismo, permitindo ainda a expansão de espaços públicos e de infra-estruturas verdes. Tudo o que podemos aspirar nas margens do Rio Vizela.

Vizela não pode parar.