Terapia da Fala: Cuide da sua Voz

Ana Luísa Ribeiro e Patrícia Fernandes

2018-04-12

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A voz é a forma mais comum de comunicação, sendo uma ferramenta fundamental para a manutenção das relações sociais e profissionais. Para uma voz ser considerada saudável deve ser adequada às características da pessoa e do ambiente e ser produzida sem esforço. Ao longo da vida é esperado que a voz sofra modificações que estão diretamente relacionadas com a morfologia do aparelho fonador. Apesar de a voz ter relação com fatores hereditários, é também influenciada por fatores físicos (tabaco; álcool; ingestão de água) e ambientais (poluição e ambientes ruidosos).  Existem alguns sinais aos quais deve estar atento e que podem ser indicadores de uma alteração vocal, tais como: rouquidão persistente por mais de 15 dias; esforço e cansaço ao falar e necessidade de tossir ou pigarrear de forma frequente para limpar a garganta (sensação de corpo estranho). Estas alterações vocais podem ser causadas por patologias laríngeas nomeadamente: pólipos, nódulos e quistos; fenda glótica; paralisia das cordas vocais; edema de Reinke e cancro da laringe. As alterações mais frequentes são os pólipos, nódulos e quistos que podem resultar do mau uso e abuso vocal. 
Existem determinados comportamentos que prejudicam a sua voz, tais como: hábitos tabágicos e alcoólicos; consumo de cafeína; hábito frequente de pigarrear; mudanças bruscas de temperatura; a ingestão de alimentos/bebidas frias; falar alto e em locais ruidosos e a presença de refluxo gastroesofágico. Para a manutenção da sua saúde vocal evite os hábitos anteriormente descritos e privilegie o hábito de ingerir água a uma temperatura ambiente, não esforçar a voz quando está constipado e descansá-la.   Em caso de patologia vocal, deve procurar a ajuda de um Terapeuta da Fala, de forma a obter a sua qualidade vocal máxima, corrigir aspetos que o incomodam e alcançar uma voz saudável.  De acordo com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (AVC), três pessoas a cada hora sofrem um AVC e a afasia é uma das sequelas mais incapacitantes desta lesão. Na próxima crónica iremos abordar o papel do Terapeuta da Fala na reabilitação pós-AVC, focando-nos no impacto da afasia na qualidade de vida das pessoas.