Remate Certeiro 17.10.2019

Zélia Fernandes

2019-10-17

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1-Vizela fervilha com desporto, há cada vez mais modalidades e também mais gente a praticar desporto, seja pela simples atividade física, ou pela competição. As novidades sucedem-se para bem de todos e apesar de sermos um concelho pequeno em área, temos muitas associações, que são o verdadeiro motor de Vizela.
Entendo que estou numa posição privilegiada para falar deste tema, pois como responsável pelo Departamento Desportivo da Rádio Vizela, são já perto de trintas anos, aqueles que levo a acompanhar os clubes, associações e atletas vizelenses. Já fizemos noticias de muitas vitórias, título e feitos, mas também de muitas desilusões. Neste capitulo confesso que as que mais me custam são o fecho de portas de algum clube e associação, mas também as descidas de divisão, ou as subidas que por um triz não se concretizam.
E como somos um Órgão de Comunicação Social local e abrangente, para todos todas as noticias são importantes, pois já tivemos a felicidades de anunciar a presenças de atletas vizelenses em grandes provas como são os Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo ou da Europa, mas também alguns títulos nacionais e europeus, em diversas modalidades. No entanto, as competições ao nível local merecem-nos a mesma importância e destaque.  Regozijo-me sempre que podemos divulgar uma nova associação e em nome da mesma apelar à integração de atletas, como aconteceu nos exemplos mais recentes como o basquetebol, o ténis ou a patinagem. Há novas ofertas, para os jovens vizelenses, que já não podem dizer que apenas têm como oferta o futebol.
No entanto, ainda há muitos a preferir o desporto rei e também para esses há mais ofertas, pois os clubes recentemente dotados com sintéticos, S. Paio e Tagilde avançaram para a Formação de Futebol e já têm equipas a competir na AF Braga.
Regozijo-me ainda pelo regresso à atividade dos clubes, como o Santo Adrião, ou o Callidas, ainda que este último, ainda sem competição, mas já é um começo.
2-O calendário elaborado para a atual temporada futebolística abriu a possibilidade da principal Liga Portuguesa ficar sem competição por cerca de 25 dias.
As vozes que contestam a forma como vêm sendo projetados os calendários do futebol português fazem-se ouvir, na tentativa de recuperar o assunto para a praça pública e provocar alguma discussão. Ainda há dias, li a propósito desta despropositada paragem do campeonato português, uma boa apreciação do treinador Carlos Carvalhal, habituado ao exigente calendário inglês, com dois jogos por semana, o técnico que já passou pelo FC Vizela, referiu que os jogadores são pagos para dar espetáculo e não para estarem parados. Para Carlos Carvalhal, o futebol português tem dois males: o primeiro é haver poucos jogos e a perda de competitividade, o segundo é haver demasiado rescaldo dos jogos. Há já clubes, como o Sporting de Braga que já levantara a questão da necessidade de ajustar aquilo que lhe parece estar errado no que toca à calendarização, fez agora ouvir de novo a sua voz no sentido de somar aliados para uma causa, à qual poucos dão importância. Uma Liga principal ficar no armário durante cerca de 25 dias, é um exagero, agravado pelo facto de olharmos para as ligas da grande maioria dos países europeus e chegarmos facilmente à conclusão que tudo se passa ao contrário. Os clubes, também culpados porque são eles que aprovam as decisões sobre a magna questão, terão, por isso, que se juntar e levar a que a eles se juntem a Federação e a Liga de Clubes para, em conjunto tomarem as decisões.