Editorial 13 de junho de 2019

Fátima Anjos

2019-06-13

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Vizela. A nossa terra.

Muitas vezes somos os primeiros a apontar o dedo, insatisfeitos por Natureza, custa-nos a dar valor ao que nos rodeia. Entre os nossos, somos críticos mas perante os que chegam de fora não permitimos ouvir falar mal do nosso berço.

Na última segunda-feira, nas instalações da Rádio Vizela, tivemos a oportunidade de receber mais de uma centena de escuteiros que estiveram na cidade durante três dias para participar no Acampamento Regional da FNA de Braga e, sem que tivesse sequer de perguntar, recebi muitos elogios sobre a nossa Vizela.

Não há dúvidas de que nos mantemos acolhedores como sempre, aliás como vincava Jorge Coelho, consultor de Turismo, na edição da última semana do Corta e Prega. Mas quando estes escuteiros, vindos um pouco de toda a região, me falavam de Vizela, salientavam também o quanto ela mudou desde que foi criado o concelho. Falaram no crescimento ao nível da oferta habitacional, da criação de várias infraestruturas mas também, e principalmente, das suas Termas, que tiveram oportunidade de experienciar, do seu Parque e de toda a Marginal Ribeirinha. 

Alguns deles confessaram até que costumam cruzar a cidade de carro sem que ainda se tivessem apercebido de como Vizela se havia transformado.

Conclusão? Há ainda muito trabalho a fazer. Todos sabemos disso. Nos últimos 21 anos fez-se bem e também não é menos verdade que se poderia ter feito mais. É sempre assim e em tudo na vida. Mas a verdade é que Vizela tem potencialidades que estão intrínsecas à sua própria identidade e geografia. O que temos agora é de valorizá-las e comunicá-las muito. Mesmo muito.

É preciso colocar Vizela no mapa.

Hoje, 13 de junho, dia em que este jornal chega às bancas é também um dia muito especial e de muito significado para a Cooperativa da Rádio Vizela. Passam 33 anos desde a primeira emissão desta estação emissora. E como dizia esta semana o presidente José António Dias não é apenas mais um ano, é o ano 33 de um projeto, cujas conquistas são diárias pela árdua tarefa de o manter sustentável e na preferência dos seus ouvintes e leitores.

Hoje não tenho dúvidas sobre o quanto os seus fundadores foram corajosos, empreendedores e, sobretudo, empenhados em tornar este projeto uma realidade, num tempo em que o acesso à informação nada tem a ver com o atual e num tempo em que aos decisores mais interessava calar do que facultar uma nova voz a este nosso povo.

Parabéns aos de ontem, parabéns ao de hoje. Parabéns Rádio Vizela por tudo aquilo que significas para esta região. O teu amanhã será sempre longe demais, porque nunca serás completa, um projeto infinito e com muito potencial, tal como a terra que um dia te batizou.

No domingo vamos festejar juntos, no Parque das Termas. Juntem-se a nós!