Editorial 13 de Julho de 2017

Fátima Anjos

2017-07-13

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Vive-se por estes dias a Romaria de S. Bento das Peras e o RVJornal não poderia ficar indiferente a um dos acontecimentos mais importantes do concelho de Vizela e, por isso, esta semana lhe apresentamos o resultado da reportagem que a nossa equipa realizou na última terça-feira, 11 de julho, dia de S. Bento das Peras.

No alto do monte passam por estes dias milhares de pessoas, mas aquilo que temos vindo a constatar é que o Monte de S. Bento atrai hoje muitos forasteiros e durante todo o ano, claro está, com maior incidência nos meses de verão. Não há dúvidas de que o projeto de requalificação da área envolvente ao santuário foi de grande mais valia para aquele local. O tempo mas, também, os incêndios que têm transformado em cinzas uma parte significativa do território português vieram silenciar as vozes que, há alguns anos, se opuseram ao corte dos eucaliptos no cume do monte do padroeiro. Hoje, temos o santuário muito mais protegido e o processo de reflorestação começa agora a fazer-se notar com maior visibilidade, proporcionando aos visitantes a sombra necessária para o merecido descanso ou até para um convívio com os amigos.

Claro que para quem gosta de Vizela é fácil dizer que o ideal seria que o projeto que estava inicialmente previsto fosse dado como concluído, porque vemos naquele espaço tanto potencial para crescer… Espero, por isso, que possa ser encontrada uma fórmula “financeira” de fazer daquele ex-líbris, algo ainda maior. Enquanto isso, que se cuide do edificado e se preserve, principalmente, a beleza natural do monte do padroeiro. Penso que a Confraria de S. Bento das Peras tem sabido desempenhar o seu papel. Mas não pode estar sozinha… Todos nós temos um papel a desempenhar sempre que pisamos aquele solo… Não podemos ser egoístas ao ponto de o procurar para conquistar alguma paz se não o deixarmos respirar livre de todas as ações que o possam prejudicar.

Claro que para quem gosta de Vizela é fácil dizer o que gostaria que pudesse acontecer. Vem do coração! 

Na tarde do último domingo, quando percorria a Rua Dr. Abílio Torres deparei-me com uma movimentação fora do normal, até que me apercebi que todas aquelas pessoas que se encontravam concentradas na rua não eram mais do que as pessoas que tiveram dificuldade em entrar no Casino Peninsular para assistir ao espetáculo promovido pelo Clube de Atividades Culturais, Rítmicas e Expressivas da Escola EB 2, 3 de Vizela e pelo Pólo Artístico da Alma Mater Artis de Vizela.
Alguns dirão que será “bater na mesma tecla”, mas é de facto triste perceber que Vizela continua a não dispor de um espaço cultural à medida do talento que fulgura entre as nossas novas gerações. 

Bom fim de semana para todos!