Editorial 10 de janeiro de 2019

Fátima Anjos

2019-01-10

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Esta semana não podia deixar de começar por repudiar os recentes atos de vandalismo de que o FC Vizela foi alvo e que se reflete também num atentado ao património público e que, por isso, pertence a todos nós.

Não se pode estragar voluntariamente aquilo que não nos pertence. É um ato indigno e injustificável.  E fazê-lo pela calada da noite faz deste também um ato de covardia. Mais. Atentar contra um clube que acaba de completar 80 anos de atividade é, profundamente, desrespeitoso, por tudo aquilo que ele representa.

Sabemos que dificilmente, e também infelizmente, serão apurados os responsáveis por este ato de vandalismo, por isso, nunca é demais lembrar o que ainda escrevia a semana passada que o desporto e o FC Vizela representam muito mais do que o futebol praticado nas quatro linhas de jogo e, por isso, importa destacar o respeito que o clube deve merecer de todos, tal como muitas outras associações desportivas do país que se têm batido pela sua sobrevivência.

Quero estar certa de que sócios, adeptos e simpatizantes do FC Vizela serão agora os primeiros a darem o sinal de que ainda há muito para mudar no mundo do futebol e que será esse o sentimento que os vai acompanhar na ida até ao estádio no próximo domingo. Concentrados no apoio ao seu clube, no gosto por um bom jogo de futebol. Tudo o resto será distração. Alimentar ódios não nos conduz a lado nenhum.

Entretanto, ainda na edição desta semana do RVJornal, voltamos a falar no projeto de requalificação que envolve a Praça da República e o Jardim Manuel Faria, cuja fase de discussão pública caminha para o final. Por isso, já sabem, ainda há oportunidade de passarem pela Loja Interativa do Turismo até à próxima terça-feira e participarem naquela que deverá ser uma das obras mais importantes do concelho nos próximos anos, ao lado da Ponte da Aliança, sobre a qual se aguarda desenvolvimentos.

Não me despedir sem antes salientar o Projeto que tem a assinatura da arquitetura de Filipa Guimarães e que levou a atual sede da Polopique, sedeada em território vizelense, a ser reconhecida através da atribuição de um importante prémio internacional. 

Sabe bem dar boas notícias. Isso também é jornalismo.