Defesa da Honra

Francisco Ferreira

2019-10-17

Partilhe:


No decorrer da semana passada, fui alertado por vários vizelenses para uma entrevista do Sr. Dinis Costa. Caso não fosse a expressão grotesca e caricata do Senhor, que em nada prestigia a imagem de um ex-presidente da Câmara Municipal de Vizela, até me sentiria lisonjeado, sobretudo, porque aquela era uma entrevista de caráter pessoal e o Sr. Dinis Costa passou praticamente uma hora falar de mim.

Senti que era um homem profundamente só, desorientado e desnorteado, abandonado por todos, conforme o próprio afirma: “A bajulação terminou, alguns até fogem do passeio”. De referir que, também, sou ex-presidente da Câmara e, contrariamente a ele, continuo a ser respeitado por todos e que, sempre que circulo por Vizela, sinto um enorme carinho e atenção das pessoas, motivo pelo qual só me apraz dizer que cada um só colhe o que semeia e, na realidade, Dinis Costa, durante o período que esteve na Câmara Municipal, não deve ter semeado grande coisa.

Durante esta entrevista, o Sr. Dinis Costa mentiu sobre vários factos e levanta várias suspeições sobre a minha pessoa. O que gostaria de dizer é que nunca fui condenado em qualquer processo judicial no âmbito minhas funções políticas e que, neste momento, não sou arguido em qualquer processo, nem estou a ser investigado pela prática de qualquer ilícito criminal.

Contrariamente, o Sr. Dinis Costa, que neste momento está alegadamente investigado por supostos ilícitos criminais, e que já pagou uma multa de 2.500,00 € para ver arquivado um processo de efetivação da responsabilidade financeira face á sua gestão no Município, no âmbito do qual era indiciado pelo Ministério Publico junto do Tribunal de Contas pela ultrapassagem dos limites legais de endividamento líquido municipal, assim como já foi condenado – pelo Tribunal Judicial de Guimarães em primeira instância e agravado pelo Tribunal da Relação de Guimarães – no âmbito do processo-crime referente à construção do edifício pelo crime de violação das regras de execução orçamental numa pena de 4 meses de prisão.

Assim sendo, aconselho o Sr. Dinis Costa, ao invés de andar a criticar os outros, para tentar esconder os seus erros, a esclarecer os Vizelenses sobre:

· Onde gastou em 2 anos (2009 e 2010) 10 milhões de euros de obras em estradas?
· O que entende sobre a utilização abusiva e comprovada da viatura da Câmara em proveito próprio?
· O que tem a dizer sobre o facto de ter aumentado a divida da Câmara em 13 milhões de euros e em apenas 3 anos, de 2 milhões e meio em 2008 para 15 milhões e meio em 2010?
· O que pensa das viagens à Turquia, atendendo que era quem tinha a competência do sector da informática à data destas?
· O que tem a dizer ao facto da campanha do PS nas últimas eleições autárquicas ter sido feita com os meios da Câmara Municipal de Vizela?
· O que pensa do Relatório da Auditoria Externa feito à Câmara de Vizela e o pagamento indevido de 30 mil euros de juros?
· Como é que era utilizado o cartão de crédito da Câmara durante a sua Presidência?
· O que pensa do fracionamento e divisão da despesa, para fugir às regras dos concursos públicos e ao visto do Tribunal de Contas?
· O que pensa da execução de obras sem qualquer tipo de procedimentos?
· Como foi possível utilizar o cartão de meter gasóleo no trator da Câmara na Póvoa de Varzim?
· O que pensa o Sr. Dinis Costa sobre o cumprimento dos horários em representação da Câmara Municipal de Vizela? Aparecer no aniversário dos Bombeiros, tarde e com ar de quem não foi à cama, é a melhor forma de representar os Vizelenses?
· O que pensa sobre a falta de execução de obras no concelho de Vizela por parte da Vimágua no decorrer do seu mandato? Terá sido o emprego para o seu filho a justificação para aquela falta de investimento, contrariamente aos meus mandatos?

Em conclusão, é de lamentar que em 308 Câmaras do País, 79 tenham recorrido ao PAEL, tendo, infelizmente, Vizela sido uma delas, sobretudo, tendo em conta que, quando saí da Câmara, esta respirava de uma enorme saúde financeira e que as decisões despesistas tomadas pelo Sr. Dinis Costa penhoraram o futuro de Vizela e o seu desenvolvimento.