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Ilídio Costa insiste na questão Manuel Monteiro

image Ilídio Costa, deputado da bancada socialista

Ilídio Costa quer pôr um ponto de final na polémica que derivou da sua intervenção na última Assembleia Municipal de Vizela (AMV), mas antes disso pretende esclarecer duas ilações que, segundo o deputado, “se retiram das reacções produzidas por pessoas de diversos quadrantes políticos e sociais”.

O deputado refere-se à “importância que Manuel Monteiro teve no projecto de autonomia vizelense e o oportunismo político da sua intervenção na AMV e a visibilidade pública que – dizem – procurava para projectar a sua candidatura pelo distrito nas próximas Legislativas”.

Relativamente à primeira ilação, Ilídio Costa afirma que “a importância é sempre relativa e será sempre feita em função da mensurabilidade e da importância que, muitos ou poucos, lhe deram e dão, face ao conhecimento que têm da sua acção, no processo sobre a nossa causa autonómica”. Quanto à segunda ilação, o deputado da bancada socialista defende que “o oportunismo político do cidadão Manuel Monteiro que alguns referem só seria comprovado com a evidência das suas declarações que, por razões regimentais do órgão autárquico – como muitos dizem e defendem – não chegou a fazer”.

O vizelense recorda “o pedido à mesa de Manuel Monteiro para proferir algumas palavras, facto que teve da parte do presidente da AMV uma aceitação cautelosa, mas implícita, comprovada na sua comunicação aos presentes, onde não deixou de destacar a pessoa, o cidadão e o político em questão, contrariando assim o que muitos dizem”. Mas Ilídio Costa faz ainda questão de falar sobre “as reacções indisciplinadas de não autorização de diversos membros da AMV num total desrespeito pelo presidente, o que o levou a contrapropôr uma solução absolutamente impraticável e inaceitável”.

Neste esclarecimento público, a que intitula de “Navegação à Vista”, o deputado não se esquece de referir que “ao abrigo do regimento nenhum elemento do público pode proferir declarações, mas solicitar esclarecimentos sobre assuntos de interesse do município e que não se podia dar a oportunidade ao cidadão político para qualquer manifestação pública”.

Contudo, Ilídio Costa defende que “estas duas “evidências” agarram em si inconformidades e uma clara falta de visão política mediática da situação”: “O presidente da mesa tinha e tem poderes para pedir à AMV um regime de excepcionalidade para o artigo impeditivo da comunicação e, aí sim, a assembleia aprovaria ou rejeitaria a petição”. “Ao proibir a sua declaração deu mais visibilidade a Manuel Monteiro e aos seus apoiantes que, naturalmente, não deixaram de propalar bem alto esta situação e tentaram retirar daí os dividendos devidos”, sublinha o deputado.

No entendimento de Ilídio Costa, se “a AMV tivesse autorizado a declaração a Manuel Monteiro, tomaria conhecimento do que tinha para dizer e teria a oportunidade de clarificar in loco a verdade dos factos e da situação, reforçando assim os seus poderes, a sua identidade e os interesses dos diversos partidos integrantes”. “Com a sua proibição (o que se pode duvidar que acontecesse se se tratasse de outra individualidade de outro quadrante político) e mais concretamente com a sua forma de actuação, saiu muito pouco dignificada e extremamente fragilizada na sua base de funcionamento, de sustentação de princípios e de democraticidade interna”, acrescenta o deputado. Isto porque, no entender do vizelense, “um bom político é aquele que sabe controlar e gerir os processos no presente, perseguindo e provocando reacções positivas, favoráveis à sua causa e aos seus ideais no futuro”. “Navegar sempre com terra à vista traz implicitamente, e também aparentemente, aspectos positivos, mas agarra em si, infelizmente, outros bem negativos, face à visão curta das coisas e à falta de capacidade, de coragem e de previsibilidade para contrapor argumentos e soluções, deixando – assim – de capitalizar mais-valias, novas possibilidades e projectos para o futuro”, termina Ilídio Costa.