Secundária de Vizela em avaliação externa pela Inspeção-geral
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A avaliação externa das escolas é um programa da Inspeção-Geral da Educação que já está no seu segundo ciclo. É um programa que procura avaliar o desempenho das escolas em diferentes domínios, sendo que os resultados escolares, a gestão e a liderança da escola são alvo de uma valoração em relação ao desempenho das instituições escolares.
Neste âmbito, a Escola Secundária de Vizela (ESV) recebeu na última quarta-feira, uma auditoria levada a cabo por dois inspetores da Inspeção-geral da Educação e Ciência e um elemento externo – José Carlos Morgado, professor da Universidade do Minho. A avaliação termina esta quinta-feira, dia 25.
“Esta avaliação tem alguma complexidade e as escolas também monitorizam o seu desempenho no âmbito da sua avaliação interna que é tida em conta neste processo de avaliação externa. Tem sido um importante instrumento para a melhoria das escolas, neste momento, as próprias universidades estão interessadas em conhecer esse impacto que a avaliação externa tem na melhoria do desempenho das escolas e em última instância dos resultados escolares dos alunos”, explicou Maria Pia, elemento da Inspeção-geral.
Aberta à comunidade educativa teve já lugar na passada quarta-feira, uma apresentação da ESV, seguindo-se, posteriormente, um momento que os auditores ouviram professores, funcionários, alunos e encarregados de educação.
O diretor da Secundária, Horácio Vale, entende que esta avaliação “serve essencialmente para identificar problemas e fragilidades que possamos não ter identificados, mas que os inspetores vão levantar porque estão de fora e certamente que têm uma perspetiva diferente e uma experiência e um conjunto de informações que, depois, nos ajudam a nós próprios a reformularmos as nossas estratégias”.
Um trabalho de casa que a ESV começou a fazer com o projeto de avaliação que desenvolveu com a Universidade do Minho. “Sim, nós já tínhamos verificado a necessidade de partirmos para esta auvoaliação da escola, o problema que surgiu inicialmente é que as instituições que normalmente se disponibilizavam a fazer esse trabalho acabavam por colocar muitas dificuldades e ao nível financeiro. Entretanto houve esta possibilidade de trabalhar com a Universidade do Minho numa parceria muito importante, foi-nos possibilitada essa integração no Projeto de Avaliação em Rede (PAR), ao qual imediatamente acedemos e conseguimos de facto, a partir daí, ter resultados francamente positivos”, sublinha Horácio Vale.
Relativamente aos aspetos a melhorar, o diretor salienta “um conjunto de trabalhos e de estratégias que possam levar os alunos a atingir um melhor sucesso educativo”. Quanto à debilidade das infraestruturas, Horácio Vale admite que “nem sempre temos as melhores condições para proporcionar aos alunos, por exemplo, os trabalhos oficinais, ou de laboratório, e aí os alunos acabam por ser penalizados”, mas não receia, contudo, que isso possa influenciar negativamente nos resultados da avaliação externa “porque não é um problema que nos diga diretamente respeito. A requalificação estava prevista, infelizmente foi suspensa, mas penso que, rapidamente, será resolvida esta situação quer pelos moldes iniciais quer por outro tipo de intervenções”.
Os resultados da avaliação externa devem ser conhecidos dentro de dois meses.


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