Rancho de Tagilde gostaria de requalificar a sua sede

Outro dos objetivos passa pelo lançamento de um novo CD.

A Associação Cultural e Recreativa de S. Salvador de Tagilde - Rancho Folclórico de Tagilde esteve em destaque  no programa Espaço Associa-te da Rádio Vizela. Camilo Graça, presidente, sublinha a necessidade de obter mais apoios para o desenvolvimento das atividades do grupo e para requalificar a sede. Fica aqui um excerto do programa, que poderá ser consultado na íntegra em www.radiovizela.pt.

RVJornal (RVJ) – Quando entrou para o Rancho Folclórico de Tagilde?

Camilo Graça (CG) – Entrei há um ano. Fizeram-me o convite para ser o segundo padrinho do rancho e eu aceitei. Já lá tinha uma neta, o meu genro e a minha filha, então, foi a partir daí que comecei a participar um bocadinho mais nas iniciativas do rancho. A partir daí fui convidado para ser o presidente.

RVJ – Mas o folclore sempre foi uma paixão para si ou é algo que foi adquirindo com o tempo?

CG – Foi com o passar do tempo. Ia ver a minha neta nos festivais, nas iniciativas do rancho, e assim comecei a entrar no espírito e a gostar.

RVJ – Está há cerca de um ano no Rancho Folclórico de Tagilde, mas assumiu a presidência quando?

CG – Foi em outubro/novembro de 2018.

RVJ – Mas desde que entrou para o rancho, tinha o objetivo de um dia chegar à presidência?

CG – Nunca tive esse objetivo, mas fizeram-se esse convite e fiz gosto em dizer quer sim. Estou a dar seguimento ao trabalho que estava a ser feito, mas o grupo está-me a ajudar muito também, pois sem ele não se pode fazer nada. Todos ajudam muito.

RVJ – O Rancho Folclórico de Tagilde foi fundado no dia 04 de março de 2010. Foi acompanhando o seu percurso ou não?

CG – Nem por isso, porque quando o rancho foi fundado eu estava a morar na Suíça. Regressei há cinco anos e só a partir daí é que fui acompanhando mais o trabalho do grupo. Eles convidavam-me para participar nas saídas e como tinha lá uma neta, eu ia para ver. Nunca dizia que não.

RVJ – Os fundadores ainda fazem parte do rancho?

CG – Os antigos ainda fazem parte. Quase a maioria.

RVJ – Que balanço faz ao percurso do rancho folclórico? Pelo menos àqueles anos que foi acompanhando mais de perto?

CG – Tem corrido tudo bem. Vamos tendo alguns apoios.

RVJ – Para o ano vão comemorar 10 anos. Estão a ponderar fazer alguma iniciativa diferente, atendendo a que se trata de um número redondo?

CG – Sim, em princípio vamos fazer uma coisa melhor. Já se está a pensar nisso, mas só em janeiro começaremos a ver melhor essas coisas.

RVJ – Consegue dizer qual o significado que o Rancho Folclórico de Tagilde tem para si?

CG – Gosto do trabalho que faço, também porque procuramos ajudar o trabalho das outras associações. Dentro das nossas possibilidades, tentamos ajudar o melhor que podemos e sabemos.

RVJ – Quantos elementos tem neste momento o rancho?

CG – Seremos cerca de 40.

RVJ - É um número que lhe agrada ou não? Qual a média de idades?

CG – É um número interessante, mas quem se quiser juntar é bem-vindo. Atualmente há muita gente nova. Dos 20 aos 40 anos e temos também algumas crianças.

RVJ – É um grupo unido?

CG – Sim, sim. Não temos problemas nenhuns em relação a isso. É um grupo que está sempre pronto para ajudar.

RVJ – Para a realização do vosso plano de atividades com que apoios contam? Onde vão buscar as verbas para as despesas do rancho?

CG – Vamos cantar os reis no início do ano, temos ainda as quotas dos sócios, e é isso que nos ajuda e nos faz ter força para andar. Mas é preciso trabalhar muito. Temos também o apoio da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal. Mas acho que seria importante apoiarem mais um bocadinho, pois estamos a precisar de fazer obras na sede.

RVJ – Qual a intervenção que é necessária levar a cabo?

CG – Estamos perto do Olival, numa antiga escola. Foi a Junta de Freguesia que nos cedeu este espaço. Já informámos a Câmara para ver se nos apoiava, mas até ao momento não nos disseram nada. O teto está degradado, precisamos de um teto falso, precisamos de ter luz em condições, rodapés… era preciso fazer algumas modificações.

RVJ – Mas o espaço é suficiente?

CG – Até precisaríamos de um maior, mas é este que temos.

RVJ – Há a possibilidade de ser o rancho a pagar as obras sem o apoio da Câmara Municipal?

CG – Não, não temos verbas para isso. Seria preciso, pelo menos, cerca de cinco mil euros.

RVJ – Quantos sócios tem a associação?

CG – Deve andar à volta dos 200 sócios.

RVJ - Em 2014 lançaram um CD, intitulado “As Raízes do Povo”. Já está nos vossos planos lançar outro?

CG – Queríamos fazer um segundo CD, a cantadeira do rancho não é a mesma e gostávamos de fazer uma nova gravação. Mas também são precisos apoios para lançar um CD. Já temos músicas novas que poderiam entrar num novo trabalho.

RVJ - E como está a vossa agenda para este ano?

CG – Vamos a Caldas da Rainha, a Vieira do Minho, vamos atuar em duas igrejas em Penafiel, entre outros locais. E participamos noutras atividades de associações, sempre que nos convidam nós procuramos ajudar.