Lions Clube quer manter relação de proximidade com Rotary

Armindo Faria assumiu, recentemente, a presidência do Lions Clube de Vizela.

O dirigente esteve na Rádio Vizela, na última terça-feira, na rubrica Gente da Minha Praça, para falar, entre outros assuntos, das iniciativas que irão marcar o seu mandato. O monumento dos Lions que será erigido também foi abordado.

RVJornal (RVJ) -  O que é que o motivou a integrar um clube como o Lions?

Armindo Faria (AF) - Eu costumo dizer que, antes de ser formalmente Lion, já o era, só que não tinha consciência de que, na verdade, já praticava os princípios do leonismo. (…) A solidariedade é uma característica que deveria ser intrínseca às pessoas, [e] eu sinto esse apelo. Por uma ou outra razão, acho que é meu dever, dever de todos, ajudar para que possamos todos em conjunto construir um mundo melhor. Foi isso que me motivou a ser um dos fundadores, no ano do centenário, do Lions Clube de Vizela, e porque também, entendo que este tipo de associação/instituição não está virada para ela mesma, as pessoas podem dizer que é um grupo de gente que se reúne, não deixa de ser verdade, mas o essencial é que nos reunimos para trabalhar em prol da comunidade.

RVJ - De que forma é que esteve envolvido na fundação deste clube? De uma forma muito próxima?

AF - Muito próxima, com muita atividade. Isto começou em abril ou maio de 2018, com um telefonema do companheiro João Cocharra, que me antecedeu neste cargo, e que tinha sido desafiado por um outro companheiro, neste caso do Lions Clube de Guimarães, para que se fundasse um Lions Clube em Vizela. O companheiro João Cocharra, em dois minutos explicou-me o que é que se pretendia e, a partir daí, foi nunca mais parar, reuníamos até altas horas da madrugada, em Vizela, em Guimarães e em outros locais com pessoas conhecedoras do que é o movimento leonístico e foi sempre a trabalhar até culminar com a escritura, a tomada de posse e a outorga da Carta Constitutiva.

RVJ - Para assinalar um ano do Lions Clube de Vizela, foi inaugurada a sede, mas também se procedeu ao lançamento da primeira pedra de um monumento que virou caso político. Era isso que o Lions Clube de Vizela estaria à espera que acontecesse?

AF - Eu gostaria de responder a essa questão com silêncio, mas não posso ignorar. Quero dizer que estou solidário com aquilo que a direção do clube, na altura, teve por bem dizer relativamente a este assunto, ainda que, pessoalmente, não estivesse totalmente de acordo com determinadas situações. O que me entristece é, como disse, isto ter virado um caso político porque a nossa atividade não pode, de forma alguma, ser condicionada por qualquer facto de natureza política. É um facto que, em todas as localidades onde existem clubes Lion, também existe um marco leonino, como já foi sobejamente explicado pelo meu companheiro João Cocharra. O marco leonino só tem o objetivo de fazer sentir a quem chega e a quem está que naquela determinada terra existe um clube que pratica a solidariedade.

RVJ – Nesse sentido, o que tem a dizer às pessoas que consideram que este marco deveria ser pago pelo próprio clube e não pela CMV?

AF – Regra geral, eu tenho conhecimento que são as Câmaras que, sendo conhecedoras do que fazem e do que são capazes de fazer os clubes Lions, assumem esse encargo, até porque, se calhar as pessoas não sabem, ser Lion, para além da prática da solidariedade, significa ter custos que saem dos nossos bolsos. Pagamos uma jóia de inscrição e quotas semestrais, não vou que seja inacessível a muitas carteiras, mas nós pagamos para trabalhar para os outros e não pedimos nada em troca. O que eu peço, de uma forma a tentar acabar com isto de uma vez por todas, é que nos julguem por aquilo que fizemos e por aquilo que ainda vamos fazer e nunca por aquilo que são os interesses casuísticos ou pela oportunidade de qualquer pessoa, de qualquer sensibilidade política.

RVJ – O que tem previsto fazer no seu ano de presidência?

AF – A primeira coisa que a minha direção se preocupou neste momento é fazer o levantamento do que são as necessidades comunitárias, saber onde podemos intervir, fazer o diagnóstico para depois passar ao terreno. Sendo que, previamente a isto, temos certo que vamos dar continuidade àquelas duas grandes, mas muito grandes atividades que vêm do ano anterior, a luta contra a obesidade infantil e a luta, se assim se pode dizer, contra a diabetes. Neste mandato, para além desta área que está mais vocacionada para a área da saúde, nós vamos tentar, é ambicioso, realizar atividades direcionadas para as cinco áreas de eleição do Lions Clubs Internacional, que são elas: a diabetes, o meio ambiente, o alívio à fome, a visão e o cancro infantil. Em todas estas áreas e, naturalmente se houver espaço, mais alguma, nós vamos ter várias atividades. E também vamos fazer uma coisa que me é muito cara, fazer parcerias, incluindo com o Rotary Club de Vizela, que é um clube formalmente igual, materialmente quase igual, mas com quem eu pretendo manter uma especial relação de proximidade e de amizade, não seja a feliz circunstância de ser amigo do atual presidente, o companheiro Xavier de Freitas, com quem brevemente vamos reunir para também definirmos uma atividade, pelo menos uma, em conjunto. Resumindo, realizaremos várias atividades que abranjam, se possível, todas as áreas de intervenção leonística e sempre com o sentimento solidário de nos preocuparmos com os outros. Como nota final, não é apenas a comunidade de Vizela, sendo que a nossa ação também se estende a nível internacional.