Jovem de 20 anos precisa de um dador de medula compatível

O cancro está em remissão, mas a equipa médica que o segue aconselha um transplante de medula óssea.

Foi através da página de facebook do FC Vizela que, na última quarta-feira, dia 29, tomámos conhecimento do caso do Bruno Oliveira, jovem de 20 anos de idade a quem fora diagnosticado um linfoma de Hodgkin há três anos. 

“Vamos ajudar o Bruno! Bruno Oliveira, de 20 anos de idade, foi jogador na formação do Feirense e do Cesarense, e tem raízes familiares em Vizela, sendo familiar de Ricardo Jorge, antigo capitão do nosso clube durante vários anos”. Assim escrevia o FC Vizela na sua página de facebook. Bruno Oliveira nasceu em Oliveira de Azeméis, mas a família paterna é de Vizela, da freguesia de S. Miguel. Falámos com o seu pai, César Oliveira, que nos deu a conhecer a história do Bruno: “Foi-lhe diagnosticado um linfoma de Hodgkin há três anos, tinha ele na altura 17 anos. Começou a ser seguido no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto. Fez tratamentos de quimioterapia, esteve internado por várias vezes - sempre que fazia os tratamentos de quimioterapia ficava internado três ou quatro dias no IPO -, depois conseguiu superar o linfoma, ficou curado.  Mas, como é natural, sempre que há um problema oncológico as pessoas são na mesma seguidas e ele ia ao IPO fazer exames de rotina”, explicou o pai do Bruno.

Depois de três sessões de vigilância e das análises indicarem que “estava tudo bem”, o linfoma reapareceu: “Na última sessão, a uma segunda-feira, fez as análises de vigilância e estava tudo bem, mas nessa mesma semana, de sexta-feira para sábado, ele sentiu umas dores fortes na zona abdominal, fomos ao hospital com ele e detetaram que ele teve uma recidiva [o linfoma regressou]. Voltou a fazer tratamentos, a equipa que o seguia no IPO aconselhou a fazer também imunoterapia e quimioterapia ao mesmo tempo e conseguiu superar o segundo linfoma, que está em remissão”.

Apesar de superada uma nova fase, a equipa médica que o acompanha aconselhou um autotransplante. “Iam retirar do Bruno as células consideradas boas para serem congeladas e depois serem aplicadas nele, era um tratamento que a médica achava que com ele o problema ia ficar superado”, contou. A expetativa, por isso, era que o linfoma não voltasse a surgir, no entanto, disse o pai do Bruno, “não conseguiram recolher células suficientes”. “A equipa médica reuniu novamente e disseram-nos para fazer um transplante de medula óssea. Precisamos de um dador compatível para ele. Estamos a lutar, é um dia de cada vez”, partilhou ainda o pai.

O pai e a mãe do Bruno, assim como outros familiares, já foram recolher sangue para saber se são compatíveis, mas nesta altura ainda aguardam os resultados. “O Bruno ainda conseguiu fazer o primeiro ano da Licenciatura de Fisioterapia e Osteopatia, no Porto. Mas, entretanto, o tivemos que congelar a matrícula por causa dos tratamentos. O Bruno tem dias melhores, dias piores, mas é um menino forte, aliás, ele nunca teve a menor dúvida que ia vencer”, disse emocionado o pai.

O dador de medula compatível para o Bruno pode ser encontrado através de uma simples recolha de sangue. Os interessados em ficar inscritos como dadores de medula, poderão fazê-lo se comparecerem às recolhas de sangue, por exemplo, que são promovidas pela Associação dos Dadores Benévolos de Sangue de Vizela. As próximas sessões acontecem em março: no dia 08, das 09h00 às 12h30, no Centro Paroquial de S. Paio; no dia 25, das 15h00 às 19h00, na EB 2,3/S de Infias; e nos dias 28 e 29, na Escola Secundária de Vizela, entre as 09h00 e as 12h30. Como escreve o FC Vizela: “Hoje pelo Bruno, amanhã por outra pessoa!”

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