Câmara aguarda resposta da Estradas de Portugal

Na reunião desta manhã, o Executivo Municipal abordou novamente a intervenção que urge fazer na Reta de Sá.

A questão voltou a ser colocada pela vereadora Cidália Cunha com o objetivo de perceber se existe algum desenvolvimento no que respeita a uma intervenção naquela via eulalense e que deverá passar pela construção de passeios e pela colocação de sinalização redutora da velocidade, nomeadamente de passadeiras elevadas.

De acordo com o presidente da CMV, Dinis Costa, na Estradas de Portugal estão plasmadas aquelas que são as preocupações da autarquia. “Também tratamos desta situação com o Secretário de Estado. Esperamos agora por uma resposta”, salientou o presidente. “Mas será que esta é uma intervenção assim tão cara que a CMV não a possa fazer?”, perguntou Cidália Cunha. E Dinis Costa respondeu: “Poderá não ficar tão barato como isso. Temos definido um tempo de espera, se não obtivermos resposta, vamos avançar. Mas, para já, vamos com calma, porque fazer coisas na casa dos outros é complicado. Corremos riscos e também não podemos estar sempre a investir nas estradas nacionais, o que deve ser investido nas estradas municipais”.

Joaquim Meireles interpelou presidente sobre reunião antiga

Já no período destinado à intervenção do público, Joaquim Meireles, deputado municipal e antigo presidente da Junta de Freguesia Santa Eulália, recordou uma reunião, na qual foi debatida aquela via e na qual esteve presente, ao lado do presidente Dinis Costa e de um responsável da Estradas de Portugal. “Na altura, o que nos foi dito foi que a CMV tinha autonomia para fazer os passeios, além disso foi solicitado que fosse enviado para a Estradas de Portugal um programa, no qual constasse a indicação dos locais, onde era necessária a colocação de passadeiras. Será que os nossos técnicos fizeram alguma coisa?”, perguntou Joaquim Meireles. Dinis Costa respondeu: “A essa reunião, seguiu-se um telefonema, no qual nos foi dito que não havia verbas para essa obra. Em relação às passadeiras, estas foram identificadas. Este é um problema que temos desde 1998”.

Mas até quando é que a CMV vai aguardar por uma resposta da Estradas de Portugal? perguntou a Rádio Vizela, no final da reunião. “Esperamos resolver essa situação no mais curto espaço de tempo. O que posso dizer é que estamos a falar de uma intervenção urgente. Daí que já dei instruções ao vereador [André Castro] para marcar uma reunião na Estradas de Portugal. Se não resolverem a situação, a Câmara resolverá”, assegurou o edil.