Cães abandonados geram sentimento de insegurança

Os moradores da Rua Dr. António Pinto, em Santo Adrião, aguardam que a Câmara proceda à sua recolha.

A situação prolonga-se há quase um mês. Quem o garante é um dos moradores, de seu nome Isac Sousa: “Isto parece um canil público há mais de um mês. Já informámos o Presidente da Junta que, por sua vez, deu conhecimento à CMV, mas eles não saem daqui. Está tudo cheio de lixo, a rua toda suja”.

Junto da Rua Dr. António Pereira (Lugar de Lagoas) existe uma área de mato, onde o morador acredita que estes animais foram abandonados e cujo número foi crescendo ao longo das últimas semanas. Isac Sousa considera que em causa está uma situação que coloca em causa a saúde pública. “Estão cheios de carraças e andam aqui cheios de fome a vaguear pelo lixo. Ainda não feriram ninguém, mas podem infetar as pessoas. E isto acontece ao pé de uma escola (EB1 de Lagoas) e ninguém quer saber”. “É inadmissível. Foi inaugurada uma viatura da Proteção Civil para a recolha de animais, mas parece-me que é só aparato, porque depois não há pessoal para trabalhar nesse mesmo automóvel”, acrescentou, referindo que é no seu estaleiro, que estes têm, embora sem o seu consentimento, pernoitado.

Autarca preocupado com “a segurança e a saúde pública”

Esta é uma situação que também preocupa o presidente da Junta de Freguesia de Santo Adrião, Carlos Magalhães, até porque se trata de um local frequentado pelas crianças da EB1 de Lagoas. Desta feita, o autarca garante já ter contactado o Setor do Ambiente da CMV, fazendo-lhe chegar fotografias alusivas a um caso que, no seu entender, atenta já contra “a segurança e a saúde pública”. Esta segunda-feira, aquando do contacto da Rádio Vizela, Carlos Magalhães afirmou estar a aguardar que a CMV possa recolher estes animais da via pública. “Sei que o recinto que existe atualmente para o efeito sofre de alguns constrangimentos, mas não podemos adiar esta situação”, salientou o responsável, referindo que, da última vez que os avistou, eram já sete cães. Um número que tem vindo a aumentar: “Da CMV disseram-me que iam agilizar a recolha o mais rapidamente possível e que já lá estiveram, mas que não conseguiram proceder à recolha. Espero que a solução não venha tarde demais e que venhamos a ter um problema ainda mais difícil de resolver”.

Câmara com dificuldades para proceder à recolha

Contactado o Setor do Ambiente da CMV, foi-nos garantido de que este é um caso que está a ser acompanhado diariamente pelos funcionários da autarquia que, apesar de já se terem deslocado ao local por várias vezes, ainda não conseguiram proceder à recolha dos animais, porque não se encontram na altura ou porque se colocam em fuga.

A infraestrutura recentemente criada para albergar os animais vítimas de abandono regista, por esta altura, uma taxa de ocupação elevada. Contudo, o Setor do Ambiente assegura que a mesma terá capacidade para receber estes animais, logo que seja possível a sua recolha, garantindo que os serviços municipais estão atentos a esta situação.