Alunos da Secundária visitaram cidades dos Países Baixos

A ideia desta visita de estudo partiu do professor António Martins com o objetivo de lhes alargar horizontes.

A visita de estudo, que decorreu entre os dias 11 e 14 de janeiro, permitiu que 10 alunos de uma turma do 11º ano pudessem conhecer algumas cidades dos Países Baixos, nomeadamente Leiden, Amsterdão e Nijmegen. Foi uma visita de forte caráter científico, ancorado na Matemática, na Física e no Inglês, sendo que a seleção dos alunos que puderam participar se deveu ao mérito académico, mas também pelo domínio do inglês.

Em Leiden, uma cidade universitária, os alunos visitaram o European Space Research Technology Center (ESTEC), o maior centro de pesquisa da Agência Espacial Europeia (ESA), onde a maioria dos projetos e testes são efetuados antes de os equipamentos serem enviados para o espaço, nas diferentes missões. Outra das paragens aconteceu no Space Expo, um centro de exposição permanente do ESTEC/ESA sobre exploração espacial.

Já em Amsterdão, esta visita passou pelo bairro e pelo exterior da casa onde viveu Anne Frank, visita que fez ponte para a cidade de Nijemegen, onde decorreu a Operação Market Garden, da II Guerra Mundial.

Os alunos visitaram ainda a Universidade Radboud, ainda em Nijemegen, a Faculdade de Ciências, em particular o Instituto de Matemática, Astrofísica e Física das Partículas, e o Laboratório de Nanotecnologia. Tal como salientaram os alunos e professor, foi nos laboratórios desta faculdade que “o prémio Nobel da Física de 2010, relativo à descoberta do grafeno foi desenvolvido. Só existem dois laboratórios com estas características em todo o mundo”.

António Martins afirmou, em entrevista ao RVJornal, que “a ideia desta visita de estudo foi proporcionar-lhes uma visita de estudo única no contexto da Astronomia, da Física, e abrir-lhes os horizontes”. Questionado se estas são áreas de futuro, o docente respondeu: “Eu sou suspeito, mas sem dúvida que estas são as grandes opções e profissões do futuro, tal como a Informática”. Mas disse mais o docente: “Pensava que o facto de termos ido a Amsterdão ia retirar um pouco o foco da visita de estudo, mas depois, no feedback que obtive, percebi que o que eles deram mais importância foi a visita à universidade, aos laboratórios, aos departamentos de Astrofísica”. O professor contou ainda que para que esta visita se realizasse, o planeamento da mesma demorou cerca de um ano e meio, onde o professor e estes 10 alunos trabalharam em conjunto.

Maria Melo, uma das alunas que participou nesta visita de estudo, também falou com o RVJornal: “Foi a primeira vez que viajei, foi uma experiência diferente pois tivemos contacto com uma realidade completamente diferente”.  Questionada se esta visita de estudo lhe abriu os horizontes relativamente ao futuro, a aluna respondeu: “Sim, totalmente. Eu acho que antes de ter ido nesta visita de estudo nunca pensei em seguir áreas como a Astronomia, ou como a Física, ou como a Nanotecnologia e agora, depois desta visita de estudo, fiquei a querer saber mais sobre estas áreas”.

Ana Pimenta, outra das alunas que participou nesta atividade, contou que “gostou de toda a visita”, mas que a parte que mais a marcou foi a da visita à universidade: “Porque tudo que nos mostraram motivou-nos a querer trabalhar mais e a sermos cada vez melhores para conseguirmos estar ao mesmo patamar que eles estavam”. A aluna disse ainda que outra das paragens que mais gostou “foi [a visita a] Amsterdão por ser uma cidade com realidades completamente diferentes comparadas com o nosso país”.

“Eu já estava a pensar seguir Engenharia Informática porque acho que é uma área que me chama imenso à atenção, mas quando me mostraram todos aqueles laboratórios de Nanotecnologia e todas aquelas coisas, eu acho que fiquei ainda mais motivada para seguir uma dessas áreas”, disse ainda Ana Pimenta.